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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Inspirados em Isadora, 'Diários de Classe' se multiplicam no Facebook


Dezenas de páginas semelhantes foram criadas desde a quarta-feira (29).
G1 reuniu dicas para quem quer usar a web para melhorar sua escola.


Em menos de dois meses, a estudante Isadora Faber, de 13 anos, conseguiu, por meio das redes sociais, pressionar o governo para conseguir melhorias importantes em sua escola. O sucesso da iniciativa da aluna, que conseguiu uma reforma de emergência na escola onde estuda e uniu pais, alunos e professores, tem servido de inspiração para crianças, adolescentes e jovens de todas as partes do país.
Desde a quarta-feira (29), dezenas de páginas semelhantes foram criadas no Facebook para expor problemas como janelas quebradas, salas de aula sem ventilação e falta de professores. Muitas páginas tentam seguir o modelo do diário de Isadora.
Desde que ganhou notoriedade, a estudante catarinense passou a receber também milhares de mensagens no seu perfil. A maioria é de alunos parabenizando-a e pedindo dicas de como criar uma página semelhante. Na tarde de terça-feira (4), por exemplo, Isadora tinha mais de 3 mil mensagens não lidas. Ela disse que às vezes tenta ler tudo. “Eu tento ler o máximo possível. Sempre tento responder para não ser mal-educada”, afirmou. Às vezes, ela também faz um único post respondendo às dúvidas de várias pessoas.
G1 visitou a estudante e lhe mostrou alguns exemplos de "Diários de classe" que surgiram no Facebook após a sua página ganhar destaque. São páginas criadas pelos internautas com o objetivo de mostrar os problemas de suas escolas de cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Pará, Paraná, Paraíba, Minas Gerais e Santa Catarina.
Um deles foi criado pela estudante Sâmia de Souza Araújo, de 15 anos, que cursa o 1º ano do ensino médio no Liceu de Humanidades de Campos, em Campos de Goytacazes (RJ). "Eu vi areportagem no Fantástico  de domingo e achei muito interessante. A Isadora é tão nova e teve coragem de fazer isso, falar sobre a escola dela. Não é só porque a escola é pública que não temos o direito de ter melhorias", afirmou Sâmia ao G1.
A página foi criada por ela na noite de domingo (2) e, no dia seguinte, ela começou a angariar o apoio dos colegas. Já conseguiu a ajuda de uma amiga para produzir as fotos e vai contar com a divulgação dos alunos que coordenam a rádio do colégio e o grêmio estudantil.
Sâmia conta que nunca teve aula de química, mesmo já tendo cursado mais de meio ano no ensino médio. "A gente pergunta e eles só dizem que não tem professor para dar aula", conta a aluna. Outra crítica é quanto à ventilação nas salas de aula. Segundo a adolescente, a direção diz que não pode instalar ar-condicionado porque o prédio do Liceu, fundado no século 19, é histórico. "Eles dizem que não podem, mas na secretaria tem ar-condicionado. E nós não queremos ar-condicionado, podem colocar ventiladores. Na minha sala, tem só um ventilador, e ele está quebrado."

A mãe de Sâmia, a depiladora Giselle Pessanha de Souza, de 33 anos, afirmou que a história de Isadora a aproximou dos problemas da escola da filha. "Nem sabia que a escola estava com uma situação tão trágica quanto a da Isadora. Se ela não tem aula de química, como vai passar no vestibular? Falei para a Sâmia: 'Faz a página, quem sabe muda alguma coisa na sua escola'", disse ela.
Segundo Giselle, o Liceu é um dos colégios mais conhecidos da cidade. "É um patrimônio histórico. Ela não tem todos os professores, mas tem professores muito bons. O Liceu não é 100% ruim, tem muita coisa boa. Eu não queria que ela saísse da escola, mas ela precisa melhorar."
Em nota enviada ao G1, a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) afirmou que há carência de professor de química em apenas uma turma da 1ª série do ensino médio do Liceu. A Seeduc diz que já está tomando as providências necessárias para suprir esse déficit, convocando professores concursados e liberando o pagamento de horas-extras e que o prédio do Liceu de Humanidade de Campos é tombado. Portanto, é proibido instalar aparelhos de ar-condicionado nesta unidade, mas todas as classes têm ventilador.
Sobre a iniciativa da estudante em registrar na internet os problemas da escola, a Seeduc-RJ diz: "A Seeduc apoia todo e qualquer tipo de manifestação que venha contribuir para a melhoria dos espaços escolares. Contamos com a participação da população, pois a rede estadual conta com 1.358 escolas distribuídas por 92 municípios do Estado. É importante que toda a comunidade colabore na preservação e denuncie à Seeduc quem deteriora o bem público."




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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Concurso nacional para seleção de professores terá 1ª edição em 2013



O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou que o governo vai fazer uma seleção nacional de professores — chamada de Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente —, no ano que vem, com edital divulgado provavelmente em setembro.
A avaliação única será aplicada para selecionar professores para todas as redes de ensino do país, que vão atuar nos primeiros anos do ensino fundamental. Eles receberão o piso nacional da categoria, de R$ 1.451, para uma carga horária de 40 horas.
Os estados e os municípios que aderirem ao sistema farão parte de um cadastro nacional de docentes. O número de vagas destinadas a cada unidade da federação ainda vai depender dessa adesão.
A ideia do concurso nacional surgiu em 2010, e as informações sobre o conteúdo que será cobrado nas provas já estão no site do Ministério da Educação (MEC), cujo endereço é www.mec.gov.br.
Um grupo de 70 especialistas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) foi responsável por elaborar a matriz desse conteúdo e há, inclusive, bibliografia indicando o que será cobrado no exame.
Segundo o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, um teste inicial sobre o exame já foi feito, e o banco com as questões que vão compor a prova está pronto.
Conforme o decreto federal que regulamenta os concursos públicos do executivo, a avaliação deverá ser aplicada em novembro, garantindo um intervalo mínimo de 60 dias entre a publicação do edital e a avaliação.
O exame vai analisar o profissional em três aspectos: profissão docente e cidadania; trabalho pedagógico e domínio dos conteúdos curriculares. Serão exigidos conhecimentos em temas como políticas educacionais e gestão do trabalho pedagógico, e domínio dos conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática, História e Artes.
Os municípios e os estados que aderirem ao processo seletivo terão um banco de cadastrados, sem a necessidade de organizarem concursos próprios. Para o MEC, a seleção nacional beneficiará, principalmente, cidades menores, que têm dificuldades técnicas e financeiras de fazerem seleções. E, muitas vezes, acabam não preenchendo as vagas.

Fonte: 
http://extra.globo.com Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Técnicas de memorização ajudam no estudo; confira 10 dicas para estimular sua memória


Você já pensou em por que nós nunca esquecemos coisas que aprendemos quando criança? O ser humano aprende, preferencialmente, pela repetição. A criança repete o que os pais falam, o que os pais fazem, as músicas e os gestos.
Mas na hora do estudo, a repetição para decorar o material didático não é a melhor fórmula. “Decoreba funciona? Sim! Muitos alunos passam de ano decorando. É a melhor estratégia? Não! Perde-se tempo e confiança no processo”, considera Renato Alves, preparador mnemônico e autor do livro “Não Pergunte se Ele Estudou - Como Desenvolver nos Filhos o Interesse e a Motivação nos Estudos”.
“É possível acelerar em até dez vezes o aprendizado utilizando ferramentas simples de memorização e pequenas mudanças de hábitos na rotina do aprendizado”, completa.

O erro mais comum

“O estudante quer absorver todo o conteúdo numa leitura só. A leitura de um texto implica em uma segunda leitura. Essa releitura é que faz o aluno fixar o aprendizado. O erro mais comum é a falta de paciência”, aponta Alves
O tempo para o estudante esquecer aquela informação é, em média, de três segundos, por isso um aluno que estudou o conteúdo superficialmente esquece rápido aquilo que leu.
Usar estratégias mnemônicas na hora do estudo estimula o aprendizado e faz com que o indivíduo guarde aquele conteúdo na memória por mais tempo, seja por três semanas ou para o resto da vida.
Elyzabeth Caetano, 34, gestora de recursos humanos, diz que os métodos de memorização ajudaram na hora de realizar a segunda graduação na universidade.
“Entrei com duas semanas de atraso na faculdade e, naquela semana, haveria uma prova de direito previdenciário. Eu não dominava o assunto e tinha uma apostila de 80 páginas para estudar. Aprendi a técnica de resumo e fichamento e isso me ajudou a realizar uma leitura mais rápida e objetiva e reter o conteúdo em um curto período”, conta. 
1- Para consolidar o aprendizado, "em sala de aula o aluno deve ser curioso, fazer perguntas, abordar o professor e sair sabendo o conteúdo", explica Renato Alves, preparador mnemônico.
2- Reler e pesquisar o conteúdo que foi passado na aula naquele dia ajuda na hora da aprendizagem.
3-  "Uma vez que você assistiu aula e leu um livro, você vai fazer a confirmação e jogar isso para a memória e, mentalmente, repassar o conteúdo. Submeter o conteúdo às nossas três memórias: a memória visual (que fazemos relação com imagens), a auditiva (ler em voz alta, por exemplo) e sinestésica (contar aquilo com gestos e movimentos) é uma ótima forma de estimular a memória", diz o especialista.
4- Ler e reler são importantes estratégias para a memorização. "A primeira é superficial, apenas ajuda a preparar a memória; já a releitura dá início à fixação do conteúdo", afirma o treinador mnemônico Renato Alves .
5- A concentração é uma função do cérebro que precisa de estímulo. Quanto mais estímulo existir entre aluno e fonte maior o grau de concentração. Sentar-se na primeira fileira da sala, por exemplo, é um bom incentivo à concentração.
6- O cansaço atrapalha na hora da memorização. "Melhor do que lutar contra o sono, é descansar. O resultado é sempre melhor quando mente e corpo estão descansados", afirma o treinador mnemônico Renato Alves. Mas se não tiver jeito de dormir, uma dica é o estudante ler de pé. "Isso inibe o sono", comenta o especialista.
7- Dormir bem à noite ajuda a consolidação de tudo o que foi aprendido durante o dia. O ideal seria que o indivíduo dormisse, pelo menos, oito horas por noite. A alimentação também não pode ficar de lado: quando o estudante pula uma refeição, o metabolismo é reduzido e ele perde a concentração.
8- Durante a leitura, o aluno deve resistir à ideia de marcar o texto. "Primeiro, é melhor explicar para ele mesmo cada trecho do texto sobre o que o texto fala e só após entender o conteúdo, fazer anotações", afirma o especialista Renato Alves.
9- Resumos e fichamentos são poderosos argumentos para a memória. "O ideal é o aluno prestar atenção, fazer a confirmação e, depois de explicar o conteúdo para si mesmo, ele pode escrever", afirma Renato Alves. O método deve ser "aula-cérebro-papel".
10- O aluno deve abusar de simulados. Testes ajudam a criar memória de longa duração. "Quando o aluno faz e refaz exercícios, cria memória de longo prazo. Isso inibe a insegurança na hora de uma prova, por exemplo.lo."

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Escola torna mais atraentes as aulas de matemática e português


As disciplinas de português e matemática constituem a base do trabalho das aulas de reforço na Escola Municipal Manoel Bandeira, no município paranaense de Campo Mourão, a 477 quilômetros de Curitiba. Ambas apresentam mais dificuldades para os estudantes da instituição, que tem 560 alunos matriculados, da educação infantil ao ensino fundamental. 

Os estudantes com defasagem no conhecimento ou dificuldades em acompanhar o conteúdo trabalhado em sala de aula são encaminhados a aulas de reforço pela professora regente da turma. “Encaminho os alunos que apresentam baixo rendimento nas disciplinas de português e matemática ou que estejam com conteúdo defasado por dificuldades de assimilação ou por motivo de transferência escolar”, explica a professora Maria Rita Roza da Silva. Graduada em geografia, com pós-graduação em psicopedagogia institucional, ela está no magistério há 11 anos.

As atividades ocorrem duas vezes por semana, no período do contraturno (turno oposto ao das aulas regulares) escolar. Os estudantes são reunidos em grupos com no máximo 10 componentes, de acordo com a faixa etária. É uma forma de facilitar o trabalho da professora de reforço e de melhorar a convivência entre os alunos.

“A participação nas aulas de reforço não é obrigatória”, esclarece a professora Ana Aparecida Morsch, diretora da escola desde 2002. Porém, quando os pais são informados sobre a necessidade e a importância dessas aulas para a melhoria do rendimento escolar, os alunos comparecem assiduamente. Segundo ela, os estudantes não veem as atividades extras como castigo ou compensação, mas como uma possibilidade de obter sucesso na aprendizagem.

De acordo com a diretora, a professora do reforço escolar não é a mesma que leciona na turma regular, embora atue na mesma unidade de ensino. Graduada em geografia, com pós-graduação em educação infantil e séries iniciais, Ana Aparecida tem 25 anos de magistério. 

Dinâmica — Professora de reforço, Vera Lúcia Varolo Bello observa que a dinâmica das aulas torna diferente a abordagem para o estudante. “Isso motiva a participação e aumenta a autoestima, gerando responsabilidade e tornando prazeroso o ato de ensinar e consequentemente de aprender”, afirma.

Outro benefício lembrado por Vera Lúcia é o atendimento individualizado e personalizado aos alunos, o que favorece o esclarecimento de dúvidas e a retomada de ideias e conceitos ainda não dominados. Além disso, a professora cita a manipulação de materiais concretos e a utilização de jogos e materiais pedagógicos que estimulam o pensar. A sala de reforço escolar é equipada com brinquedos e materiais pedagógicos variados, computador e impressora.

Professora há 20 anos, Vera Lúcia é graduada em pedagogia — orientação educacional —, com pós-graduação em supervisão escolar e formação em tecnologias de informação e comunicação acessível. Ela dá aulas de reforço a alunos do segundo ao quinto ano do ensino fundamental.

Avaliação — Ao final de cada bimestre, a equipe pedagógica da escola avalia o trabalho docente realizado e verifica o rendimento escolar dos alunos. “Constatamos que o reforço escolar tem colaborado para a melhoria do nível de aprendizagem”, salienta Vera Lúcia.

Na visão da professora Maria Rita, o reforço escolar contribui para o desenvolvimento da aprendizagem, melhora o rendimento dos alunos e facilita o trabalho da regente de turma quanto à apresentação do conteúdo. Além disso, eleva a autoestima dos estudantes e os torna mais autônomos, participativos e motivados. 

Fátima Schenini


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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Estresse crônico suave é fator de risco para Alzheimer

Doença está associada a fatores genéticos e ambientais; resultados foram observados em cobaias


Um estudo feito em modelos animais pelo Centro de Investigação Médica Aplicada da Universidade de Navarra, na Espanha, concluiu que o estresse crônico suave é um fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.


Os resultados do trabalho, publicado no periódico científico Journal of Alzheimer´s Disease, indicam que o desenvolvimento do Alzheimer do tipo esporádico - cerca de 95% dos casos - está associado a diferentes fatores de risco, genéticos e ambientais, e ainda que o principal seja o envelhecimento, o estresse crônico também aparece relacionado à doença.

O estudo tentou determinar se um processo de estresse crônico suave, similar ao estresse clássico na vida diária, poderia influenciar no aparecimento dessa doença neurodegenerativa e para isso usaram ratos jovens que tiveram a doença induzida, mas que ainda não apresentavam os traços característicos do Alzheimer.

Após submetê-los a um protocolo de estresse crônico de seis semanas de duração, observou-se que esses animais apresentavam uma perda de memória severa e um aumento significativo dos dois principais marcadores do Alzheimer, o peptídeo beta-amiloide e a proteína Tau, substâncias que se acumulam no cérebro dos pacientes com a doença.

"Confirmamos que um estresse suave, aplicado de maneira crônica, contribui para agravar e acelerar as principais características da doença nos animais, que tinham uma predisposição genética para desenvolver a doença", diz Mar
Cuadrado, pesquisadora da Área de Neurociências do CIMA e líder do trabalho.

A especialista indica em um comunicado que há muitos estudos que afirmam que o estresse produz deterioração cognitiva, que os pacientes com depressão têm episódios de perda de memória e que o estresse é um dos fatores associados à depressão.

Com este trabalho, foi confirmado que o estresse poderia afetar diretamente os marcadores próprios da doença", diz,

Os autores tentarão agora utilizar esses resultadosp ara obter modelos animais que desenvolvam todas as características dos pacientes afetados pela doença e assim poder testar com mais confiabilidade novas moléculas projetadas para o tratamento da doença. 

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Hambúrguer, pizza e hot dog podem dar depressão

Que as chamadas "junk foods", ou "comidas-lixo", fazem mal para a saúde - como hambúrguer, hot dog e pizza -, isso você já sabia. Mas podemos acrescentar ao pacote a depressão. 


Um estudo feito por cientistas da Espanha revelou que quem come essas comidas é, em média, 51% mais favorável a ter depressão, comparado com quem não come, segundo o Daily Mail. 

Almudena Sanchez-Villegas, que liderou o estudo em Las Palmas de Gran Canaria e Granada, falou sobre o que descobriu: 

- Quanto mais comida - fast food - você consumir, é maior o risco de depressão. 

Foram 8.964 participantes na pesquisa, que nunca foram diagnosticados com depressão ou tomaram antidepressivos. 

Eles passaram pelo estudo durante seis meses, e 493 tiveram problemas emocionais do tipo ou começaram a ingerir pílulas para combatê-los.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Revelações importantes sobre cérebro e aprendizado

Veja abaixo alguns destaques baseados no documentoUnderstanding the Brain: The Birth of a Learning Science, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), elaborado a partir de estudos e debates apresentados em três fóruns sobre neurociência cognitiva, também publicado em português pela editora Senac, com o títuloCompreendendo o Cérebro: Rumo a uma Nova Ciência do Aprendizado.
Interação social
A interação social é um aspecto muito importante de um ambiente estimulante ao aprendizado. As influências sociais têm um impacto direto no funcionamento ideal do cérebro para a aprendizagem. Algumas descobertas atribuíram um papel crucial à experiência social vivenciada desde cedo para o desenvolvimento de sistemas cerebrais subjacentes a aspectos-chave do comportamento social humano. Existem alguns estudos, ainda em fase inicial, que relacionam benefícios da observação das ações de outros no processo de aprendizagem. Revelações futuras na área de neurociência social poderão contribuir para a identificação de quais tipos de aprendizado se beneficiam mais da interatividade.
Nutrição
A capacidade de aprendizagem sofre influência da alimentação. Estudos mostraram que pular o café da manhã interfere na cognição e no aprendizado. Pesquisas também revelaram que não tomar café da manhã ou apenas ingerir uma bebida açucarada causa declínio de atenção e memória. Por outro lado, uma típica refeição matinal rica em carboidratos ajuda a manter a performance mental durante a manhã. Além disso, a presença de ácidos graxos essenciais (gorduras boas como Ômega-3) na dieta contribui para a saúde do cérebro.
Música
A música afeta algumas das capacidades de aprendizagem do cérebro, aumentando o tamanho do córtex motor e auditivo. Tocar, ouvir e criar música envolvem praticamente todas as funções cognitivas. Tendo em vista que emoções positivas contribuem para o aprendizado, a música pode funcionar como recurso para promover esses efeitos e facilitar o processo de aprendizagem.
Emoção
Especialistas das áreas de neurobiologia e educação analisam o aprendizado como uma troca multifacetada entre elementos cognitivos, emocionais e fisiológicos. As emoções são vistas como aspectos relevantes e inevitáveis da vida e do aprendizado. Controlar (ou regular) as emoções é uma das habilidades essenciais para se tornar um aprendiz eficiente. A autorregulação das emoções no contexto social do ambiente educacional é uma etapa importante do desenvolvimento de uma criança para se tornar um adulto responsável e bem-sucedido.
Estresse
Estados emocionais induzidos por medo ou estresse afetam diretamente a aprendizagem e memória. Estudos cerebrais mostraram como emoções negativas bloqueiam o aprendizado por meio de reações que afetam a amígdala, o hipocampo e os hormônios do estresse (glucocorticoides, epinefrina e norepinefrina). Um pequeno nível de estresse é necessário para a adaptação aos desafios do ambiente e pode conduzir a um processo melhor de cognição e aprendizagem, mas além desse patamar torna-se prejudicial tanto do ponto de vista físico quanto mental. Professores agressivos, situações de bullying e até materiais de difícil compreensão podem funcionar como agentes estressores.
Exercício físico
Ficou demonstrado que o potencial dos benefícios dos exercícios aeróbicos vai além da capacidade cardiovascular, pois também melhora a saúde do cérebro. Ainda são necessários mais estudos para compreender os mecanismos pelos quais os exercícios afetam as funções cerebrais para que programas de atividade física sejam incluídos no currículo escolar para aprimorar o aprendizado. Enquanto isso, é possível realizar pequenas ações que contribuem para o desempenho dos alunos, como aumentar a qualidade de ventilação do ambiente, abrindo as janelas de vez em quando, e fazer uma pausa para alongamento e respiração ao ar livre.
Brincadeira
O uso de brincadeiras e jogos pode fazer uma grande diferença em termos de motivação, seja por meio de contação de histórias ou algo que capture a imaginação dos alunos em sala de aula. Os jogos não apenas motivam como ajudam os estudantes a desenvolver a imaginação e uma postura ativa que impacta suas competências, habilidades e estratégias. O relatório da OCDE destaca a importância de aumentar o tempo dedicado a atividades recreacionais na escola.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Projeto prevê isenção de Imposto de Renda para professores

Está em análise na Câmara Federal um projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) para professores da rede pública. A proposta do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ) estipula que o educador, para ser elegível ao benefício, deve estar lecionando no ensino infantil, fundamental, médio ou superior da rede pública. A intenção de Bornier é incentivar um número maior de pessoas a seguir carreira no magistério.
A proposta do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ) estipula que o educador, para ser elegível ao benefício, deve estar lecionando no ensino infantil, fundamental, médio ou superior da rede pública. A intenção de Bornier é incentivar um número maior de pessoas a seguir carreira no magistério.
“Ao longo dos anos, percebemos o quanto o professor tem sido sacrificado, não só no aspecto salarial, como também na tributação de seus ganhos. Educar é uma arte. Mas também é um trabalho de grande impacto social, com repercussão no desenvolvimento do País”, argumentou o deputado.
O autor da proposta cita como exemplo da importância do trabalho de professor o fato de que muitos juízes, legisladores e altos funcionários da administração pública já lecionaram em algum nível e usam essa experiência adquirida no relacionamento com os estudantes na hora de exercer seu cargo.
“O magistério já é, por si mesmo, sacrificante, exigindo dedicação absoluta de quem o exerce. É justo que se dê aos profissionais dessa área um tratamento condigno”, avaliou Bornier.
A proposta, que tramita pela Câmara em caráter conclusivo, ainda precisa ser aprovada pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para conhecer a proposta na íntegra e acompanhar a sua evolução, clique aqui.

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terça-feira, 6 de março de 2012

"O Google está destruindo nossa memória", afirma estudo


Pesquisa diz que, com a ferramenta, lembramos menos sobre qual é a informação, e passamos a pensar mais sobre como achá-la no Google


Professores de psicologia da Universidade de Columbia, Universidade de Wisconsin-Madison e da Universidade de Harvard, todas nos EUA,fizeram uma descobertaque, em um mundo todo conectado, pode deixar muitas pessoas assustadas. Eles descobriram que a ferramenta de busca doGoogle está destruindo nossa memória.

Basicamente, "estamos nos tornando simbióticos com as ferramentas de computador, crescendo dentro de sistemas interconectados que fazem com que nos lembremos menos da informação em si, e mais de onde podemos achá-la", segundo a pesquisa.

Explicando a grosso modo, ao invés de nos lembrarmos o nome de cada presidente do Brasil, por exemplo, nós nos lembramos onde podemos encontrar a lista com esses nomes no Google. Essa memória é a chamada "memória externa", e é a que está prevalecendo sobre a interna.

A pesquisa diz que quando as pessoas procuram as mesmas informações em um segundo momento, eles têm baixas taxas de lembrança sobre a informação em si e taxas maiores quando o assunto é saber localizar esses dados todos.



Fonte: http://olhardigital.uol.com.br Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ler livros e fazer quebra-cabeças reduz proteína relacionada com Alzheimer

Atividades que estimulam o cérebro podem afetar processo de desenvolvimento da doença.






As pessoas que mantêm o cérebro ativo durante toda a vida com atividades cognitivamente estimulantes como leitura, escrita e jogos têm menores níveis de proteína beta amiloide, vinculada com o Mal de Alzheimer, indicou um estudo publicado na edição digital da revista "Archives of Neurology".




A proteína em questão forma placas senis no cérebro dos pacientes com Alzheimer ao concentrar-se e afetar a transmissão entre as células nervosas do cérebro.
Embora estudos anteriores já tenham sugerido que realizar atividades mentais poderia contribuir para evitar o Alzheimer na idade adulta, esta nova pesquisa identifica o fator biológico, o que pode ajudar a desenvolver novas estratégias para os tratamentos.
"Mais que simplesmente proporcionar resistência ao Mal de Alzheimer, as atividades de estímulo do cérebro podem afetar um processo patológico primário da doença", indicou um dos principais envolvidos no estudo, William Jagust, professor do Instituto de Neurociência da Universidade da Califórnia.
Isto indicaria que o tratamento cognitivo "pode ter um importante efeito 'modificador' da doença se forem aplicados os benefícios do tratamento com suficiente adiantamento, antes que apareçam os sintomas", explicou.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente os adultos de idade avançada. Seu principal sintoma é a perda de memória, que tem como consequência a demência.
Os pesquisadores pediram a 65 adultos sãos, cognitivamente normais e maiores de 60 anos, que indicassem a frequência com a qual participaram de atividades mentais como ler livros e jornais e escrever cartas ou e-mails.
As perguntas foram focadas em vários pontos da vida desde os 6 anos até a atualidade.
Os participantes fizeram testes neuropsicológicos amplos para avaliar sua memória e outras funções cognitivas, além de terem se submetido a scanners cerebrais e a um exame desenvolvido no Laboratório de Berkeley a fim de visualizar as proteínas beta amiloides.
Os pesquisadores compararam os resultados dos indivíduos sãos com os de 10 pacientes diagnosticados com Alzheimer e os de 11 pessoas sãs de 20 anos, descobrindo uma associação significativa entre os níveis mais altos da atividade cognitiva durante toda a vida e níveis baixos da proteína.
"Esta é a primeira vez em que o nível de atividade cognitiva se relaciona com a acumulação de beta amiloide no cérebro", assinalou Susan Landau, pesquisadora do Instituto de Neurociência Helen Wills e do Laboratório de Berkeley (Califórnia).
"A acumulação dessas proteínas provavelmente começa muitos anos antes do aparecimento dos sintomas. O início da intervenção pode ser muito antes, e é por isso que estamos tentando identificar se os fatores de estilo de vida podem estar relacionados com as primeiras mudanças", explicou Susan. 

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

30 dicas para ajudar seu filho a lidar com o Bullying


Saiba o que fazer para ajudar o seu filho a superar situações de Bullying na escola


Fala-se muito hoje em Bullying. A palavra, originária da língua inglesa, é empregada boa parte das vezes de modo errado, espécie de caldeirão onde se joga tudo de ruim que pode acontecer em sala de aula. Há crianças que sofrem, no dia a dia escolar, situações que lhes causam mal, mas que não podem ser chamadas de Bullying. Há quem veja apenas como ‘brincadeira’ o que é percebido, no outro, como agressão e razão de infortúnio. Há crianças, vítimas de Bullying, que também são entendidas como as responsáveis por esse tipo de situação - nem sempre o agressor é quem dá início a esse tipo de violência, algo que os pais não conseguem admitir, particularmente, os da criança ‘agredida’. Nove fora, a falta de informação sobre o tema é enorme, tornando o Bullying uma violência que atinge a todos, os pais incluídos. 


"O Bullying acontece, quando existe um movimento real contra uma determinada criança", esclarece a psicóloga e psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício, diretora do Colégio Graphein, em São Paulo. "É uma campanha, uma perseguição contra um alvo muito bem definido." Com mais de 38 anos de experiência no trato com alunos das mais variadas personalidades e histórias familiares, Nivea já viu de tudo um pouco. Tem, portanto, expertise de sobra para colocar os pingos nos iis em relação a um tema tão atual e afeito a provocar dúvidas. Em sua opinião, são nas escolas maiores, onde as relações ocorrem de modo impessoal e a capacidade de controle é menor em face do número de alunos, que as possibilidades de acontecer Bullying crescem e causam apreensão. "Nessas escolas, existem hoje três grupos de alunos, os nerds, os populares e os bobos - já ouvi muita criança dizer que não pode ser nerd ou "CDF", caso contrário, não será querida da classe", Nivea descreve. "Os bobos? Não se misturam com o resto dos alunos". 



Começa, então, a funcionar uma divisão social dentro de uma grande escola típica do universo paulistano, por exemplo. O Bullying? Ele acontece, quando um desses grupos implica com um determinado aluno, a ‘crítica’ se propaga ferozmente pelas redes sociais e o caos se instala. Em especial, em casa. Porque os pais pouco ou nada conseguem fazer para ajudar os filhos, sejam eles os agredidos ou agressores, a sobreviverem ao contato com o Bullying - na opinião de Eric Debarbieux, diretor do Observatório Internacional das Violências nas Escolas, "uma das violências mais graves que o ser humano pode sofrer." 



Apesar da gravidade do problema, Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, faz questão de alertar que o Bullying é muito sensível à intervenção das autoridades - no caso da escola, dos professores, supervisores e mesmo diretores. "Mas é preciso que a comunidade escolar se envolva como um todo para combater essa violência de modo a reduzir efetivamente o número e a gravidade dos casos", adianta. 



Ou ainda: a situação é grave, mas há solução à vista. Faz parte dela a adoção de atitudes no ambiente escolar, caso do respeito e da generosidade, entre outras. "São palavras aparentemente vagas, mas bastante sérias... a criança hoje fica brava por muito pouco!", aponta Nivea. E isso não pode continuar assim, certo? "É desde pequeno que se aprende ser possível vencer, ao lado do outro, os obstáculos que a vida impõe", lembra Gisela Sartori Franco, psicóloga e especialista em Convivência Cooperativa. "A gentileza, o consenso e o diálogo, infelizmente, não são hoje ‘treinados’ em sala de aula, daí a necessidade dos pais estarem atentos à rotina escolar e exigirem, nas reuniões com professores, mudanças no currículo escolar." 



Eis uma sugestão de como os pais devem se comportar para ajudar seus filhos a sobreviverem - com saúde! - ao contato com o Bullying. Com a ajuda das especialistas Nivea Maria de Carvalho Fabrício, Birgit Möbus e Gisela Sartori Franco, destacamos outras de igual importância a seguir. 



1.O envolvimento dos pais no dia a dia escolar é importante - eles precisam mais do que nunca entender a necessidade da educação e, em conseqüência, jamais se afastar da rotina dos filhos em sala de aula 



2. Pais precisam ser ajudados a serem pais. Porque a sociedade anda permissiva demais e eles se sentem perdidos ante essa realidade 



3. Não tire seu filho de imediato da escola onde sofreu Bullying: primeiro, é importante trabalhar com os professores e a direção dessa escola de modo a resolver o problema. Porque será muito importante para ele vencer o Bullying no ambiente onde foi vítima

4. Se não der certo - e é preciso atenção para a evolução do problema, não deixar passar o tempo em demasia... -, recomenda-se a transferência, se possível, para uma escola preparada para dar suporte a essa criança



5. Vale a pena insistir aqui no ponto ‘nevrálgico’: nem sempre o agressor é quem deu início ao Bullying, mas sim quem se faz de vítima. Ou ainda: tudo pode se resumir a uma forma (desesperada) de chamar a atenção de quem se sente excluído, marginalizado, pelos colegas de classe 



6. Porque a violência existe e assusta, mas o Bullying não acontece por acaso. Aliás, por ser um assunto de sala de aula, ele precisa ser tratado com ela por inteiro. Em outras palavras: os pais não devem se preocupar em proteger apenas o próprio filho, seja ele o agredido ou o agressor ou apenas testemunha desse tipo de violência 



7. Na reunião de pais e professores, esse assunto deve ser tratado de modo a que todos participem - e não isoladamente, atingindo apenas os envolvidos com o caso de Bullying


8. Pais devem exigir imediatamente da escola uma estratégia de trabalho que envolva o agressor, o agredido e o grupo por inteiro 


9. Em casa, pai e mãe precisam conversar diariamente com o filho sobre as aulas, mesmo que ele tenha uma reação negativa, do tipo "ah! que conversa chata!" etc. Claro, existe a medida adequada e ela varia de criança para criança. Mas o importante, neste caso, é criar o hábito da conversa entre pais e filhos 



10. Essa conversa pode se tornar um ritual a ser integrado na refeição do domingo, por exemplo. Um momento de aproveitar a reunião familiar para que cada um fale de si mesmo. 



11. Porque não dá para usar o pretexto de trabalhar muito e permanecer fora de casa o tempo inteiro - e assim não ajudar o filho em um momento tão difícil da vida dele! 



12. Às vezes, basta dizer para o seu filho, "você gostaria que alguém falasse dessa forma com você? Pois, eu não gosto, fico triste..." É importante se colocar no lugar do outro, sentir na pele que a ‘brincadeira’ feita não tem a menor graça... Brincadeira só vale quando todos se divertem - e nunca quando acontece à custa de outro. Isso é fundamental e os pais devem trabalhar essa questão, conversando com seus filhos desde a infância 



13. Sem essa troca de informações entre pais e filhos, uma situação de Bullying pode já estar ameaçando o cotidiano escolar - e nenhum adulto se deu conta dos sintomas dessa violência no comportamento da criança e/ou do jovem. Que se mostra mais irritadiço e angustiado, inventando desculpas para não ir à escola etc.



14. É na conversa com o filho que os pais vão perceber o porquê da agressividade e da insatisfação, orientando a buscar outras formas de se expressar. Se os pais não souberem fazê-lo, não há razão de constrangimento - ao contrário, devem pedir ajuda a quem foi treinado para isso, na escola 



15. Se os pais perceberem que o filho está de fato sofrendo algum tipo de ‘pressão psicológica’ no ambiente escolar, precisam informar professores e direção da escola para que a questão seja tratada de modo cuidadoso o quanto antes! 



16. Muitas vezes a escola não sabe que está ocorrendo uma situação de Bullying até porque ela acontece fora da sala de aula e, portanto, longe do olhar do professor. Mesmo sem provas, é importante intervir. Atenção: a escola é a autoridade na relação entre alunos - e não os pais! 



17. O Bullying é muito sensível à intervenção das ‘autoridades’, ou seja, dos professores, supervisores e até mesmo diretores. Em especial, quando desperta o envolvimento da comunidade escolar como um todo no combate a essa violência 



18. O Bullying é resultado de uma relação interpessoal em desequilíbrio. Há, portanto, de se cuidar dos dois lados envolvidos - existe um problema de autoestima a ser trabalhado, tanto em relação ao agressor quanto ao agredido 




19. Cada escola tem a sua maneira de agir, mas o que se espera é que ela seja parceira dos pais do aluno que é vítima de Bullying - e também daquele que é entendido como agressor. O ideal: aproximar as duas famílias de modo a envolvê-las na solução do problema. Porque todas elas são perdedoras em uma situação de Bullying 



20. Pais e professores precisam se unir para ensinar às crianças e aos jovens a serem assertivos - ou seja, saberem se expressar de modo positivo quando algo os incomoda, fazendo o outro entender que há limites que não podem ser ultrapassados 



21. O respeito às diferenças precisa ser exercitado diariamente no ambiente escolar. Os pais devem exigir que os professores de seus filhos trabalhem nessa direção em sala de aula de modo a que uma situação de Bullying não volte a acontecer entre os alunos. Que não precisam ser amigos, mas sim precisam se respeitar um ao outro 



22. É recomendado que se faça uma dinâmica de grupo com os alunos da classe onde ocorreu um caso de Bullying, conversar individualmente sobre o problema, verificar em que estágio a campanha de Bullying se encontra disseminada na rede social e, se necessário, coibir o uso da rede por um tempo determinado 



23. Com ou sem Bullying, os pais precisam ter controle sobre o uso da internet por seus filhos, eles não podem ter liberdade total no exercício dessa atividade - os pais devem ter acesso às redes sociais do filho como espectadores, jamais devem participar! 



24. Pais não são amigos dos filhos, mas sim pais. E, nesse papel, precisam orientar. Não podem confundir o papel, até porque a criança precisa ter no pai e na mãe uma figura de autoridade, pessoas que inspiram confiança e representam um porto firme para ela 



25. Pais não devem vitimizar seus filhos, muito menos tratá-los como se fossem reis ou rainhas. Quem pensa só em defender, se esquece que ninguém é santo, muito menos o próprio filho 



26. Tentar despertar coragem no filho com a frase "não leve desaforo para casa!", impondo respeito na base da agressão, é o pior que se pode fazer a uma criança indefesa. Não é com esse ‘troco’ que se constrói um ambiente de solidariedade entre os colegas 



27. Quando os pais percebem que seus filhos são autores de Bullying ou mesmo testemunhas desse problema no ambiente escolar, devem conversar abertamente com eles a respeito e, ao mesmo tempo, pedir ajudar à escola. Porque quem é autor ou testemunha desse tipo de violência também está sofrendo e precisa ser cuidado! 



28. Os pais se consideram responsáveis pelas vidas dos seus filhos, quando são, na verdade, responsáveis até a página 50 - daí pra frente ou mesmo antes disso, os filhos vão fazer o que lhes dão na veneta... O sucesso não depende mais dos pais, mas sim deles próprios 



29. Cabe aos pais darem o maior número de instrumentos necessários para os filhos terem sucesso. Entretanto, como eles vão usá-los, bem, isso já não é mais responsabilidade paterna. E o problema está aí: os pais se sentem culpados de verem os filhos fazerem tudo errado e, com a pressão da culpa, não conseguem mais ajudar 



30. Atenção: o Bullying pode acontecer não apenas no ambiente escolar, mas também no bairro. É quando o seu filho pode não ser aceito pela turma por se recusar a beber ou fumar. Seja qual for a situação lembrem-se: uma das estratégias fundamentais na luta contra essa forma de violência é a aliança entre pais e escola. Sempre.



Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br
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