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terça-feira, 5 de março de 2013

Escolas públicas apostam na tecnologia dentro das salas de aula

Conheça escolas brasileiras que trouxeram métodos modernos e aparelhos tecnológicos para dentro das salas de aula.

Imagine alunos de séries diferentes misturados todos no mesmo ambiente,  estudando em computadores e celulares de última geração. Em vez de provas, jogos de computador –e quem acerta passa de fase. Essas inovações já estão acontecendo em escolas públicas e particulares no brasil.
Quem tem mais de 30 anos, quando estava na escola a aula era na frente. Um muro dividia o mundo, Plutão ainda era um planeta e suas pesquisas eram feitas só nos livros. Mas quem é mais novo e está agora na escola já se acostumou a encontrar informação em um clique. A escola mudou. Qual vai ser o papel da tecnologia na sala de aula do futuro?
Além de morarem na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, Maria Clara e Giovanni Barroso têm em comum o fato de estarem sempre na frente de uma tela.
Maria Clara já sabe mexer no computador.
Giovanni gosta tanto dos joguinhos que mal consegue prestar atenção em outra coisa. “Tem campo minado, xadrez, copa…” contou o menino, enquanto utiliza o laptop.
Os dois, tão acostumados a ter sempre uma resposta na ponta dos dedos, não sabiam, mas nas férias de verão a escola municipal em que eles estudam tava sendo posta de cabeça pra baixo.
As paredes caíram, agora é tudo um espaço só. E os móveis novos seguem o projeto pedagógico iniciado este ano.
“Os móveis têm múltiplos usos. A cadeira pode virar uma coluna, uma estante. O banco vira material de exposição. O banco vira uma estante, a estante vira banco. O projeto do ambiente da escola serve justamente a esse propósito de autonomia, construção, desconstrução, pensar, repensar”, diz o designer Jair Souza.
No primeiro dia de aula, a Maria Clara e o Giovanni tiveram uma surpresa: eles e os outros alunos do sétimo ano foram misturados com estudantes do oitavo e do nono ano. Do total de 180 alunos, formaram-se grupos de seis, para trabalhar em mesas redondas. Não há professor na frente da sala, não há um ponto para onde todos têm que olhar ao mesmo tempo. É onde a tecnologia entra no projeto da Rocinha: cada aluno vai usar um computador.
“A espinha dorsal desse tipo de trabalho aqui é tentar formar dentro do aluno o interesse em aprender. De dentro para fora. E assim ele vai buscar, na internet ou com as tecnologias, e a gente vai ajudar”, disse o professor de matemática Sérgio Luís de Matos.
Os professores passam a ser orientadores nessa busca de informações. E toda semana, os grupos de alunos vão mudar, de acordo com habilidades e necessidades detectadas em testes feitos nos computadores.
“Existem outras escolas inovadoras, não só no Brasil, mas em outros países do mundo também. A grande maioria delas aposta na ajuda das novas tecnologias pra auxiliar o aumento da qualidade da aprendizagem. A tecnologia é uma ferramenta, um facilitador”, explica o subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais do Rio de Janeiro, Rafael Parente, sobre o porquê de a tecnologia exercer um papel tão fundamental.
Uma das escolas usadas como referência fica em Nova York. É chamada de School of One, ao pé da letra “escola do um”. Nas aulas de matemática, os alunos chegam e vêem no mural o que vão fazer naquele dia. A tarefa é determinada pelo resultado de cada um nas atividades do dia anterior.
A diretora explica que, assim, os professores podem focar no ritmo de aprendizagem de cada aluno e não precisam esperar as provas pra descobrir as dificuldades deles.
O método é usado há três anos, e esses alunos começaram a se sair muito melhor nos testes estaduais de matemática.
Respeitar o tempo de cada um é a principal ideia de outro americano. Salman Khan estudou em Harvard, e foi tão bom aluno que teve o diploma entregue pelo então presidente Bill Clinton. Um dia, a sobrinha de Salman teve dificuldades em matemática. Ele morava longe e começou a explicar pela internet. Outros parentes pediram ajuda; Khan começou a postar as explicações. Hoje, esses vídeos têm mais de seis milhões de acessos por mês.
Salman Khan, que veio a São Paulo em fevereiro, diz que é coisa do passado ter 30 carteiras olhando para um quadro-negro, que os alunos não precisam andar juntos, compassados. “Não é preciso separar os alunos por idade, os mais velhos podem ajudar os mais novos”, diz. Ele fundou a Khan Academy e espalhou pelo mundo todas as videoaulas de matemática e de outras oito matérias.
A tradução para o português foi feita pela Fundação Lemann. E os vídeos chegaram a uma escola pública do bairro Capão Redondo, em São Paulo. É lá que Ana Beatriz de Souza estuda. Uma vez por semana, ela tem uma aula diferente.
Os alunos se organizam de acordo com os resultados conseguidos na semana anterior. Cada um deles pega o seu computador e começa a jogar. A Ana Beatriz está aprendendo subtração.
“Então a gente vai conseguindo passar de níveis. Eu já estou na Subtração II. Estou conseguindo e estou melhorando na matemática”, diz Beatriz. A regra do jogo é esta: a cada exercício que a Beatriz acerta, ela ganha um planeta do sistema solar. Quem dá asas à imaginação consegue transformar a aula numa grande aventura. “Se acertar tudo, vai chegar lá no sol”, conta a menina. Se a Beatriz acha difícil uma questão, e a viagem espacial é interrompida, ela busca na tela um dos vídeos do Salman Khan.
No fim, os professores recebem um relatório gerado pelo computador. Ficam sabendo na mesma hora quem precisa de ajuda, quem evoluiu e como a turma deve ser organizada na semana seguinte.
Em uma escola particular, também em São Paulo, cada um dos alunos têm, cada um, um tablet. Mas todos acompanham juntos as projeções feitas pelos professores. É como se as velhas apostilas ganhassem a uma versão virtual.
“O que nós fazíamos em 50 minutos, agora a gente consegue fazer em 10, 15. O professor ganha tempo, condição de melhorar as aulas e o aluno ganha muito mais conteúdo, conhecimento e prazer. A gente vê que eles fazem com prazer”, conta a professora Sandra Petracco.
O programa criado por uma empresa mexicana já foi vendido para 700 escolas na América Latina, 150 só no Brasil. Para o estudioso da informática educacional Henrique Sobreiro, é preciso avançar e mudar os métodos.
“Nós ainda estamos numa fase de usar a tecnologia para fazer as coisas velhas. Ou seja, fazer melhores provas, fazer o aluno prestar mais atenção, fazer o professor dar melhores aulas. O que a tecnologia serve é para aula, para escola, ser diferente”, analisa Sobreiro, doutor em educação pela Uerj.
A maior iniciativa do governo federal ainda aponta para a primeira etapa desse processo todo: a inclusão digital dos professores da rede pública. No ano passado, o Ministério da Educação repassou R$ 180 milhões aos estados para a compra de 600 mil tablets, que vão ser entregues a esses profissionais. Agora, aos poucos, os estados estão vendo o que fazer com a verba.
Em Minas Gerais, a Secretaria de Educação comprou 62 mil tablets, que vão ser distribuídos para todos os professores do ensino médio da rede pública. O primeiro grupo está sendo capacitado para o uso da nova tecnologia. O primeiro aplicativo instalado no tablet serve para ensinar os professores a usar a tecnologia touch screen. “Com a entrada da tecnologia, seja reinventando o tablet e outras coisas que vão para a sala de aula, a educação passa a ter um pouquinho mais de sentido para o aluno”, diz o professor Davi Barroso.
Experiências como a da Rocinha são mais caras: a escola custou R$ 3,5 milhões. Para conseguir esse dinheiro todo, a prefeitura fez parceria com 17 empresas.
“É uma falha pensar que existe uma privatização da educação quando isso sempre existiu. Eu acho que a cautela principal é: o que os alunos aprendem não pode ser influenciado pelas empresas. Elas podem até questionar, mas elas não podem decidir”, conta o subsecretário Rafael Parente.
E tudo ainda são apostas.    
“São poucas experiências, mesmo em nível mundial, que tenham realmente uma mudança de paradigma da educação instalada nas suas escolas, que você possa medir o impacto da tecnologia”, avalia a doutora em psicologia da educação da PUC de São Paulo Maria Alice Setúbal.
“A importância da introdução da informática na escola não é para melhorar o rendimento escolar, é porque a informática faz parte do mundo. Então, se você não dá habilidades de começar a controlar essa máquina, você está retirando uma possibilidade de cidadania dela. A questão é como é que nós vamos melhorar a sociedade sem que, na escola, a gente ensine as crianças a dominar esse equipamento”, conclui Sobreiro.
Fonte: http://tudosobretic.wordpress.com

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

10 super ferramentas para usar na sala de aula em 2013.

As seguintes ferramentas vão ajudar suas aulas a serem mais interativas e divertidas. Há passeios de personagens literários pelo Google Earth, capas de jornais de todo mundo e muito mais, confira!

As possibilidades que a internet traz para a sala de aula são cada vez maiores. Aplicativos, redes sociais e outras ferramentas levam ao ambiente maior interação entre os alunos e o professor, maior acesso à informação e inúmeras formas de trabalhar com ela em função do aprendizado. A seguir, separamos diversas sugestões que você pode aplicar para diferentes finalidades, confira:

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 1. Socrative

Socrative é uma ferramenta de interatividade habilitada para tablets, laptops e smartphones. Funciona como um sistema de resposta inteligente que permite que os professores conectem a sala por meio de uma série de exercícios e jogos educacionais.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 2. TodaysMeet

TodaysMeet funciona como uma sala de bate-papo. Enquanto se está em uma palestra, reunião ou aula, as pessoas podem entrar nas “salas” e escrever mensagens comentando o que é discutido. A ideia para a plataforma é inspirada nas hashtags utilizadas no Twitter para marcar um comentário de assunto específico, mas se diferencia pois permite que a conversa seja privada e que pessoas que não estão no Twitter participem.
10 super ferramentas para usar na sala de aula: 3. Go! Animate
As possibilidades no Go! Animate são inúmeras. Você pode fazer vídeos com animações super legais para suas aulas, gravar sua voz e compartilhar o conteúdo em diversas redes sociais.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 4. Voki

Voki cria avatares exclusivos, permite que você coloque sua própria voz e compartilhe em diversos ambientes. Além de todas as ferramentas fantásticas, também oferece uma plataforma específica para a sala de aula, que disponibiliza planos de aulas e muitos outros artifícios específicos para professores e alunos.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 5. Answer Garden

Answer Garden é uma ferramenta de feedback. Você pode utilizá-la para aulas de brainstorming, como forma de pesquisa de opinião, entre outras possibilidades. Primeiro, faça seu próprio link. Você deve escolher um assunto ou fazer uma pergunta e em seguida compartilhar o link formado com seus alunos ou com outros professores. Ao acessar o endereço eles poderão escrever uma palavra ou frase como resposta ao que você colocou.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 6. YouTube Time Machine

Traduzindo, YouTube Time Machine é uma máquina do tempo do YouTube. Basta selecionar o ano e o tipo de conteúdo que você deseja ver que a máquina do tempo irá disponibilizar o que determinado ano tinha a oferecer na música, esportes, propagandas de televisão, eventos correntes, etc.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 7. TitanPad

A ferramenta de colaboração TitanPad permite que várias pessoas trabalhem no mesmo arquivo ao mesmo tempo. Depois de criar seu próprio TitanPad você compartilha o link com as pessoas que deseja trabalhar e todas podem colaborar simultaneamente no mesmo arquivo.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 8. Tag Galaxy

Uma verdadeira galáxia de fotos aparece depois que você digita uma palavra-chave ou tag noTag Galaxy. Experimente palavras em inglês e em português e veja diversas imagens do Flickr criarem um “planeta” de fotos interativo.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 9. Newseum

Veja a primeira página de centenas de jornais do mundo inteiro, tanto do presente quando do passado noNewseum.

10 super ferramentas para usar na sala de aula: 10. Google Lit Trips

Google Lit Trips são arquivos completamente gratuitos que marcam as viagens de personagens famosos da literatura na superfície do Google Earth. A cada localização ao longo da jornada, vários quadros informativos oferecem mais recursos para que alunos e professores possam aprender mais sobre a obra de autores como Shakespeare, Voltaire, Camões e Hemingway.
Fonte:http://tudosobretic.wordpress.com
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Uso de tecnologia em sala de aula melhora rendimento em matérias exatas


O projeto Objetos de Aprendizagem em Sala de Aula: Recursos, Metodologias e Estratégias para a Melhora da Qualidade de Ensino, realizado pelo núcleo de ensino da Universidade Estadual Paulista – Unesp, mostrou que o uso de ferramentas tecnológicas educativas melhoram em 32% o rendimento dos alunos em matemática e física. A pesquisa foi desenvolvida durante dois anos e avaliou o desempenho de 400 estudantes de oito turmas de 2º e 3° anos do ensino médio da escola estadual Bento de Abreu, em Araraquara (SP).
Para realizar o projeto foram realizadas aulas expositivas e atividades que contavam com recursos tecnológicos, que possibilitavam a interação com o conteúdo, por meio de animações, simulações e jogos. Um desses games ensinava análise combinatória. Nele, os alunos precisavam avaliar quantas possibilidades de roupa uma garota poderia usar para sair à noite.
A experiência foi muito positiva. A pesquisa mostrou que os estudantes com menor desempenho em sala de aula obtiveram maior rendimento com o uso das ferramentas tecnológicas. Aqueles com média cinco, ou abaixo desse valor, melhoraram em 51% seu desempenho em física e matemática. Já aqueles com média acima de cinco, obtiveram um ganho de cerca de 13%.
Segundo Silvio Fiscarelli, coordenador do projeto, os índices evidenciam a importância de olhar com mais atenção para a criação e difusão de recursos que ajudem a inovar as metodologias didáticas. Ao todo, foram trabalhadas cerca de 20 ferramentas digitais nas aulas. Algumas delas, foram criadas pelo próprio núcleo de ensino da Unesp. Porém, a maioria foi aproveitada de repositórios educativos locais, como o Banco Internacional de Objetos Educacionais – BIOE e o Rived, programa da Secretaria de Educação a Distância – SEED,  ou traduzidas de repositórios internacionais.
Os resultados do estudo chamaram a atenção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp, que apoiará a segunda fase do projeto. Nela, o número de alunos atingidos subirá para 600 e a pesquisa contemplará os três anos do ensino médio. Também subirá o número de disciplinas: além de matemática e física, os professores usarão as ferramentas em português, química e filosofia.
Fonte: http://www.blogeducacao.org.br
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

52 sites que divertem e ensinam

Pedimos a 7 educadores avaliarem os principais sites com conteúdos educativos para crianças. Veja o que elas descobriram





Seu filho faz parte da chamada "geração Y". Também conhecida como geração da Internet, ela é composta por nascidos depois da década de 80 e tem como principal característica o seu crescimento em uma época de grandes avanços tecnológicos. Isso quer dizer que o computador faz ou fará parte da rotina dele (como a TV talvez tenha feito da sua). "As crianças e os adolescentes de hoje são nativos do computador e da internet. Já os adultos são imigrantes. São relações muito diferentes", afirma Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo.


Um dos principais símbolos dessa nova geração é justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.



E o que essas crianças e esses adolescentes fazem na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Orkut e Facebook, conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não necessariamente acrescentam algo à formação intelectual. 



O tempo passado na Internet pode ser voltado para o aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS. 



É justamente por isso que os pais devem participar mais dessa navegação, dessa exploração do mundo, orientando os filhos e fazendo uma mediação durante os momentos em que ele usa o computador. Mesmo em sites seguros, de conteúdo educativo, pode haver "falha" na segurança. Sites voltados para crianças com comunidades que possibilitam a interação entre os internautas, por exemplo, precisam de moderação e de um bom sistema de cadastro. "Um dos maiores perigos da internet é a pedofilia. Em comunidades e sites de relacionamento, as crianças correm risco de se relacionar com pessoas mal intencionadas", alerta a educadora Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania. 



Outra recomendação dos educadores é que os pais atentem ao excesso de publicidade em determinadas páginas - há um projeto de lei em tramitação no Congresso que proíbe qualquer tipo de comunicação mercadológica voltada para crianças. "O apelo ao consumo por parte das crianças é algo condenável", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Também é bom prestar atenção no tempo passado em frente ao computador. "É preciso evitar que o computador se transforme em uma babá eletrônica. Ele deve ser apenas um dos muitos recursos usados na Educação de crianças e adolescentes", recomenda Helena Cortês. 



A equipe do Educar para Crescer fez uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de sete especialistas em Educação:

  • Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS
  • Humberto Estevam, diretor de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) 
  • João Luís de Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP e coordenador pedagógico da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP)
  • Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania
  • Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP 
  • Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo
Veja a seleção de sites para crianças e adolescentes avaliados pelos educadores. Preste atenção às recomendações e divirta-se com o seu filho!
Para ler, clique no endereço abaixo:
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Propostas para o uso da tecnologia na educação


Mercadante discutiu assunto com representantes de setores da sociedade civil


O uso de tecnologia na educação foi um dos temas debatidos no encontro promovido pelo Inspirare e pelo Porvir entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e um grupo de cerca de 40 representantes de diferentes setores da sociedade civil. 
O que disse o ministro
Ação: O MEC comprou 600 mil tablets, a serem enviados, inicialmente, para todos os professores das escolas públicas de ensino médio do País. A ideia é permitir que os docentes tenham mais acesso a fontes variadas de informação e a recursos pedagógicos como livros didáticos em PDF, programas de aula, videoaulas, jogos educativos, entre outros. Os tablets estarão conectados às lousas digitais que o ministério já distribuiu. Os professores serão assessorados por 60 mil jovens familiarizados com o uso de tecnologias.
Razão: O ministro lembra que o Brasil é o terceiro país onde mais se vende computador, e a escola precisa acompanhar esse processo. A opção pela tecnologia não substitui o professor, mas pode e deve ser utilizada como uma ferramenta importante, especialmente quando o desafio é promover um ensino médio mais atraente, que faça sentido para os jovens brasileiros. Os tablets custam menos que uma assinatura de jornal – R$ 240 (7 polegadas) e R$ 400 (10 polegadas).
As propostas dos participantes
"Tínhamos que trabalhar com blended learning no ensino médio, que precisa ter seu currículo editado, está grande demais. Uma das formas de se fazer isso é ver o aluno como cliente, selecionando itens realmente fundamentais e produzindo conteúdos e textos para que ele tenha proficiência no que realmente importa. Aplicar a expertise de comunicação e entretenimento na educação. Trabalhar com foco no aluno, que vai escolher o vídeo com que quer aprender equação, por exemplo."
Sergio Pompeu, editor de educação de O Estado de S. Paulo
"É preciso aproveitar a onda de tecnologia em sala de aula para utilizá-la de maneira relevante, dando foco no professor e ajudando a maximizar o aprendizado de cada aluno. Usar metodologias pedagógicas que estão surgindo, como o blended learning, para permitir que o professor tenha os recursos tecnológicos para individualizar o aprendizado do aluno."
Thiago Feijão, cofundador do QMágico
"A sugestão é buscar o combinado entre tecnologias inovadoras e pedagogias inovadoras para acelerar o aprendizado, porque só tecnologia com pedagogia tradicional não é eficiente. O universo da inovação aberta tem crescido. Uma sugestão é aproveitar movimentos colaborativos e participativos para melhorar a educação, já que a tecnologia conecta todo o mundo."
Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica/Vivo
"O ensino de ciências deve despertar vocações. Uma fração grande dos jovens tem resistência ao pensamento científico, mas tal sentimento pode ser revertido em escolas onde há um ambiente propício e estimulante. Por isso, uma iniciativa importante é o oferecimento de materiais online voltados a estimular o interesse pela ciência."
Vera Solferini, coordenadora associada do Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais da Unicamp
"O ensino deve ser adaptativo, customizado, porque duas pessoas não aprendem da mesma forma. Deve-se aproveitar que a tecnologia é atrativa ao jovem por falar a sua linguagem para se usar formatos que permitam o acompanhamento da evolução da aprendizagem."
Eduardo Bontempo, cofundador da Geekie
"A tecnologia deve ser usada para entender as dificuldades de cada aluno, fazer o diagnóstico e oferecer um conteúdo que se adapte melhor a cada um deles. Saber onde estão as dificuldades dos alunos, personalizar a capacitação dos professores, ter um diagnóstico em tempo real e oferecer soluções customizadas. Uma boa opção é usar ferramentas como Facebook, Twitter e games."
Cláudio Sassaki, cofundador da Geekie
"Estados e prefeituras elaboram materiais de boa qualidade, mas que acabam circunscritos ao seu território. Uma iniciativa útil seria fazer convênios para que todo o material produzido ficasse disponível em um portal. A Educopédia, do Rio, poderia ser disponibilizada para o País inteiro."
Jair Ribeiro, fundador da Parceiros da Educação
"A mídia não cobre educação como um processo, mas como eventos separados. Seria ótimo se houvesse um canal que chegasse aos prefeitos, uma agência que reunisse as notícias."
Gilberto Dimenstein, jornalista
"A proposta é usar recursos da tecnologia, como tablets e redes de internet sem fio, dentro de um contexto de parceria público-privada. Para o governo, é difícil prover a infraestrutura e manter os equipamentos disponíveis e funcionando."
Mauro Aguiar, diretor do Colégio Bandeirantes
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Por que professores e escolas não caem nas redes sociais?


Simão Marinho, da PUC-MG, fala sobre as dificuldade de integrar educação e sites

Uma pesquisa realizada pelo Ibope revelou que 87% dos usuários de internet do país utilizam uma rede social - 83% deles usam esses serviços para finalidades pessoais. É legítimo supor que estudantes e professores também se relacionam por meio daqueles sites. Contudo, se as redes são hoje território da amizade, da diversão e da paquera, ainda é difícil pensar em usos pedagógicos para a ferramenta. Pelo menos é isso que conclui Simão Marinho, coordenador do programa de pós-graduação em educação da PUC-MG e assessor pedagógico do programa Um Computador por Aluno, do governo federal. “A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento”. E isso, segundo o especialista, assusta escolas e professores. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista com Marinho, convidado a falar sobre o tema em um painel especial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerra neste domingo.
As redes sociais já fazem parte da educação?
Do ponto de vista pedagógico, acredito que ainda não há nenhum impacto das redes sociais virtuais na educação. Fora da escola, ou mesmo para entrar em contato com os amigos da escola, os alunos fazem uso das redes – Orkut, Facebook, MySpace –, mas elas ainda não são usadas para outros fins.

Quais os entraves à aproximação entre escolas e redes digitais? 
A primeira dificuldade está na estrutura da escola e na postura do professor. Dificilmente, eles chegariam ao modelo ideal de rede, que é aquela que não tem centro, não tem comando nem poder. Dentro dessa estrutura, vejo uma enorme dificuldade para a escola fazer uso dessas redes porque seria preciso que os que os professores não se sentissem comandando alunos, determinando tarefas. Além disso, existem alguns riscos nas redes sociais que a escola não quer assumir, como o da segurança, do bullying e da pedofilia. Por tudo isso acredito que hoje a escola não está na rede, e a rede não está na escola.

A liberdade característica das redes sociais é um empecilho?
Sim. A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento, do mais benigno ao mais nocivo. Isso sem dúvida é um complicador, porque nem todos que estão ali são os parceiros de escola.

Se a escola ainda não está na rede, o senhor sente uma demanda dos alunos para que ela esteja? 
Acho que os alunos não estão interessados nesse envolvimento. Se você descola da questão educacional, eles se envolvem nas redes e até abordam questões ligadas à escola, mas não são questões ligadas ao aprendizado. Tive acesso a uma pesquisa nos Estados Unidos onde a maioria dos alunos pedia aos professores que não estabelecessem contato nas redes sociais. É como se dissessem: ‘Acabou a hora da aula, não quero mais falar com você’. Isso acontece, em parte, porque os alunos usam essas redes inclusive para criticar os professores. O Orkut, por exemplo, tem aquelas comunidades ‘Eu odeio o professor fulano’. Então os alunos não querem o professor na rede. Com esse tipo de uso, a escola fica ainda mais desconfiada em usar as redes.

Fora da sala de aula, os alunos e até os professores fazem uso das redes sociais por lazer. Transformar esse lazer em aprendizado é um desafio? 
É um grande desafio. O ideal seria que o aprendizado tivesse o mesmo gosto saboroso do lazer e fosse uma fruta tão tentadora e suculenta quando a fruta da diversão. Porque os alunos e professores vão atrás disso nas redes sociais, eles querem a conversa afiada com o amigo, trocar ideias, fazer planos para o fim de semana. Algumas escolas isoladamente já conseguiram superar esse desafio, mas são poucas. Não estou dizendo que não funcione, mas acredito que ainda não encontramos a fórmula para isso.

Quais seriam as vantagens de uma escola integrada às redes sociais?
A vantagem maior seria que as escolas, os professores e os alunos conversassem entre si e trocassem experiências. Mas a discussões deveria girar em torno da educação ou a rede social vira apenas um playground, uma área de lazer e entretenimento. E para que isso aconteça é preciso que cada nó dessa rede tenha uma importância e contribua para a discussão, porque a comunicação por esse meio pressupõe igualdade, sem ninguém controlando as cordinhas da rede. E acredito que esse seja um complicador para as escolas.

O que escolas e educadores devem evitar em matéria de redes sociais?
Os professores não devem reprisar na virtualidade aquilo que está acontecendo na sala de aula, ou seja, devem buscar expandir na internet os conteúdos ensinados na escola. Os conteúdos são importantes, mas tratar de assuntos que extrapolem o aprendizado também pode ser interessante. Por exemplo, professores e alunos podem discutir o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas redes sociais. Podem – e devem – discutir o vestibular, dificuldades, carreira. Se a escola começar a criar essas espaços e fóruns, pode ser que a rede funcione. 

Alguns entusiastas defendem que o bom uso das redes sociais pode funcionar como catalisador da reinvenção da escola. O senhor acredita nisso?
Isso é coisa de entusiasta! Não podemos jogar na ferramenta o peso da inovação pedagógica. Nenhuma máquina muda a escola. O que muda a escola é o professor e não acredito que apenas o fato de ele se integrar a uma rede social mude alguma coisa. Antes disso, ele precisa entender que a educação hoje tem um outro significado. Hoje o professor já não é a única fonte de informação que ele aluno tem. Ele precisa entender que o papel dele é criar estratégias para que o aluno aprenda, seja com a escola, com a internet, com o celular ou com o livro.

O senhor é assessor pedagógico do programa do governo federal Um Computador por Aluno (UCA). O que de fato os alunos desenvolvem com a ajuda do computador?
Com o computador, eles têm acesso a fontes de informações diversas, além de ter nas mãos a possibilidade de se expressar por linguagens multimidiáticas. O laptop do UCA é computador, comunicador, telefone, câmera de vídeo e fotográfica, gravador digital, entre outros. Ele é fundamentalmente um instrumento para a linguagem múltipla que eu utilizo quando preciso. E junto com a discussão da inovação tecnológica tentamos discutir a inovação pedagógica. E só assim poderemos transformar a escola.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Secretaria de Educação do Rio de Janeiro troca papel por computador para a aplicação de provas digitais

Um banco de dados com 80 mil questões está sendo estruturado para a aplicação das avaliações escolares da rede municipal de ensino carioca. A iniciativa deverá ter início no segundo semestre de 2012, com o uso de laptops para a realização de provas bimestrais.
“É algo que vai facilitar a vida do professor, principalmente na questão da correção automática das provas, sem que ele perca o controle sobre o desempenho do aluno, já que o sistema pode até produzir relatórios sobre a evolução dos estudantes”, explica a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.
As provas digitais terão apenas questões de múltipla escolha. Para medir o conhecimento do aluno de uma forma mais aprofundada, o professor poderá lançar mão dos testes impressos. Em 2013, o sistema digital também será utilizado para um diagnóstico do nível de letramento dos alunos do ensino fundamental.

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domingo, 8 de abril de 2012

Aliando educação e tecnologia

Que a educação e a tecnologia devem caminhar unidas, ninguém mais duvida. No entanto, ainda temos uma grande distância no país entre o que é feito e o que deveria ser feito.
O “gap” entre educação e tecnologia ainda é quase um abismo. O governo aos poucos começa a se mobilizar, e disponibiliza pequenas salas de informática e equipamentos para os professores. Já a iniciativa privada se movimenta bastante, traz soluções integradas, conteúdo agregado, capacitação, entre outras formas de promover acessibilidade.
Mas a maior procura em acabar com essa assombrosa distância vem do próprio consumidor. Assíduos ou não por tecnologia, os pais, alunos e professores sabem que a união entre computadores, livros e sala de aula é a melhor forma de alavancar a sociedade e assim construir um futuro próspero, bem alicerçado entre educação e tecnologia.
Então, para auxiliar os pais, alunos e professores a começarem o ano de 2012 promovendo a união desses dois pontos, separo abaixo algumas dicas:

1. Conteúdo agregado: Antes de tudo, procure por uma máquina que lhe oferece algo mais do que simplesmente hardware. O consumidor precisa ver o que vem junto com o computador, quais são os programas embarcados, o que aquela máquina pode oferecer a ele, sem que ele tenha que pagar a mais por isso, comprando separadamente.
2. Software educacional: Hoje existem verdadeiras plataformas educacionais que acompanham os computadores e notebooks. Esses softwares, que já vêm embarcados, levam aos usuários “enciclopédias”. É possível encontrar apostilas, cursos, livros digitais, entre milhares de outros conteúdos, todos voltados para auxiliar o dia-a-dia do conhecimento.
3.  Identifique sua necessidade: Na hora de comprar o computador ou notebook, avalie qual será o verdadeiro uso. Se o cunho da utilização do equipamento for puramente para os estudos, a máquina não precisa ser de último modelo, o que facilita ainda mais o acesso aos equipamentos, possibilitando a maior aproximação entre a tecnologia e a educação.
4. Com ou sem internet: Segundo dados recentes do Ibope Nielsen Online, o Brasil tornou-se o terceiro país do mundo com o maior número de internautas, somando 46,3 milhões de usuários ativos. Além disso, 77,8 milhões de brasileiros contam com acesso a web em qualquer ambiente (casas, trabalho, escolas, lan houses, entre outros lugares). No entanto, esse número ainda está aquém dos 190 milhões de brasileiros. Então, procure por plataformas educacionais que atuam 100% fora do ambiente online, levando a educação até aonde a internet não alcança.
por Wladimir Benegas: Sócio Diretor da TSP, empresa que lançou o Mega Play Box  – plataforma que traz conteúdo educacional, de entretenimento e cultura aos computadores de todo o Brasil.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tudo o que você precisa saber sobre os Ultrabooks, que devem chegar fortes ao mercado em 2012

Finos, leves e rápidos, a nova classe de computadores começa a chegar ao mercado pelas mãos de fabricantes como HP, Acer, Asus e LG.
Você já ouviu falar no Ultrabook? Este é um novo conceito de notebook, desenvolvido pela Intel. Em maio de 2011, a fabricante de chips investiu nessa nova classe de computadores e, desde então, empresas como Acer, Asus, LG e HP já lançaram ou anunciaram modelos que seguem o novo conceito.

Mas, o que um computador precisa ter para ser considerado um Ultrabook?  Segundo a Intel, para que um notebook se encaixe na nova categoria é preciso que ele tenha menos de 21 milímetros de espessura - e, o mais complicado, custe menos de US$ 1 mil. 

"Nós reconhecemos que essa característica [preço inferior a US$ 1 mil] é essencial para o ultrabook atingir a massa e se tornar um produto dominante em 2013. Porém, esse valor é referência nos Estados Unidos. Aqui no Brasil existem taxas que fazem o preço subir, mas acreditamos que será possível oferecer produtos de boa qualidade em torno dos R$ 2 mil até o fim do ano que vem", explica Cássio Tietê, diretor de marketing da Intel.

Os primeiros Ultrabooks do mercado já saíram equipados com processadoresIntel Sandy Bridge de 32 nanômetros. Porém, com a popularização do modelo, a companhia espera que os laptops evoluam e ganhem processadores mais novos como o Ivy Bridge, de 22 nanômetros. Para quem não sabe, nanômetro é a medida utilizada para medir cada transistor presente no processador e, quanto menores eles ficam, maior é a possibilidade de colocar mais deles em um único processador. Isso, obviamente, aumenta a performance do seu computador. (Para efeito de comparação, o vírus da gripe tem 100 nanômetros de tamanho!)

Além desses detalhes, esses notebooks são super finos, leves, possuem baterias mais duráveis –  mínimo de cinco horas de duração - e tem inicialização rápida, cerca de sete segundos. Neles, os tradicionais discos rígidos foram substituídos por SSDs, também conhecidos como memória flash. Por conta de tudo isso, os Ultrabooks são fortes concorrentes dos notebooks e até tablets, pois alguns deles virão até com telas sensíveis ao toque.

Para o desenvolvimento desses laptops ultrafinos, a Intel criou um fundo de investimento de US$ 300 milhões. A ideia é investir em empresas especializadas em tecnologias que ajudem a aumentar a vida útil da bateria dos Ultrabooks, além de melhorar design e o armazenamento dos aparelhos.

Ainda com o objetivo de impulsionar a entrada dos Ultrabooks no mercado, aIntel lançará um projeto para ajudar pequenas empresas a desenvolver seus próprios modelos. A fabricante de processadores fará acordos que envolvem grandes fabricantes de peças, como Foxconn e Pegatron, e os pequenos empreendedores. "Prestamos atenção em pequenos integradores e procuramos fazer um trabalho de aproximação e apoio com integradores em Taiwan", afirma o diretor.

Segundo Cássio, 2012 será um ano muito importante para os ultrabooks. Ele acredita que um terço do mercado mundial de notebooks será dominado pela nova categoria de portáteis. "No Brasil temos regras rígidas de manufatura local e tudo isso gera um certo desafio. Por isso, a curva de adoção tende a ser menor", comenta. "No entanto, temos certeza de que haverá um crescimento no desejo do consumidor, pois o ultrabook é uma revolução na experiência do notebook", conclui.



Fonte: http://olhardigital.uol.com.br Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Experiências revelam como tecnologia está sendo usada em sala de aula

A 5° edição da Campus Party no Brasil promoveu na semana passada um  encontro entre professores, o secretário de educação da cidade de São Paulo, Alexandre Schneider, e a cineasta Laís Bodanzky para compartilhar suas experiências e sugestões sobre como é possível utilizar a tecnologia em favor da educação.
Schneider afirmou que, nas salas de aula das escolas públicas, “o recurso é usado com cautela” e ressaltou que “o mais importante é o aprendizado e não o processo pelo qual ele acontece”. Segundo ele, o objetivo “não é correr atrás de tecnologia, mas sim usar aquilo que se tem disponível”.
Ele contou que projetos de educomunicação têm se mostrado bem sucedidos. Neles os alunos utilizam ferramentas para produzir conteúdos como vídeos, blogs e programas de rádio, com orientação dos professores em sala de aula.
“É possível desenvolver métodos com uso de tecnologias aproveitando a estrutura que os alunos têm”, afirmou o professor Suintila Pedreira, criador de um aplicativo que pode ser transmitido via Bluetooth (sem precisar, portanto, de acesso à internet), e que vem sendo utilizado para orientar atividades em que os alunos fazem experimentos de física fora da sala de aula.
O professor, que leciona para alunos do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Campo Grande (MS), afirma que precisava lidar com dois problemas: ministrar uma das matérias que mais reprova alunos e para um público que se divide entre estudar e trabalhar.
“O cinema promove uma identificação entre o personagem e o telespectador”. Foi com está observação que a cineasta Laís Bodanzky argumentou que o audiovisual pode ser uma potencial ferramenta educativa. Ela explica que “a produção do jovem é sempre um autorretrato e, com isso, ele aprende a construir narrativas, buscando compreender quem ele é”.
“Mobilidade digital e educação. A escola para além de seus muros” foi uma das atividades que integrou o Educaparty, espaço reservado para discussão sobre tecnologia e educação.
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quinta-feira, 22 de março de 2012

Material didático terá conteúdo multimídia a partir de 2014

O Ministério da Educação informou nesta terça-feira que está aberto até 1º de maio o período de pré-inscrição de obras didáticas para os anos finais do ensino fundamental referentes ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para 2014. As editoras, pela primeira, vez poderão apresentar objetos educacionais digitais complementares aos livros impressos. Esse novo material multimídia, que inclui jogos educativos, simuladores e infográficos animados, será enviado aos alunos com o material impresso.
Os novos livros didáticos trarão também endereços on-line para que os estudantes tenham acesso a material multimídia que complemente o assunto estudado. "O DVD é um recurso adicional para as escolas que ainda não têm internet, além de tornar as aulas mais modernas e interessantes", diz a coordenadora-geral do programa do livro didático do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sonia Schwartz.
Como estabelece o Edital nº 6/2011, do FNDE, os livros inscritos pelas editoras passarão por uma seleção. As obras aprovadas integrarão o Guia do Livro Didático 2014, que conterá resumo de cada uma para permitir a professores e diretores a indicação daquelas mais adequadas ao processo pedagógico. Pelas previsões do FNDE, serão adquiridos 93 milhões de exemplares.
O cadastramento das obras pelos detentores de direitos autorais deve ser feito na página do FNDE na internet.
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