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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Guia de carreiras: letras


Profissional pode dar aulas de português e idiomas, além de fazer tradução.
Embora pouco valorizada, carreira do professor atrai pela empregabilidade.

A maioria dos profissionais que se forma no curso superior de letras tem uma incumbência atualmente pouco valorizada: ensinar a língua portuguesa -- as regras, o uso prático e as principais obras -- às crianças e adolescentes do Brasil. Mesmo com o baixo retorno financeiro e o pouco status social da função, ela continua atraindo os vestibulandos por três motivos: a empregabilidade, as folgas nos fins de semana, feriados e férias escolares e, segundo quem atua na área, a satisfação pessoal.
"Todos os meus colegas de universidade estão muito satisfeitos, estão muito bem financeiramente, não tem ninguém reclamando e chorando porque fez péssima escolha", afirma Maurício Araújo, de 29 anos, que em 2008 se formou em letras pela Universidade de São Paulo e, hoje, dá aulas de português e literatura no cursinho pré-vestibular, o Instituto Henfil.
Araújo diz que optou pela carreira quando era adolescente. "Foi dentro do cursinho que eu me apaixonei pela profissão, lá na sala de aula decidi fazer o que esses caras estavam fazendo", conta. Hoje, ele prepara estudantes para os vestibulares e ganha a simpatia deles usando métodos pouco tradicionais, como a criação de paródias musicais sobre elementos da gramática. O professor já elaborou letras sobre o sujeito para uma música sertaneja, já escreveu sobre a crase e até elaborou o "Rap dos pronome".

Para Araújo, essa metodologia "é uma busca de trazer o aluno para a matéria, de mantê-lo interessado, estimulado... Essa ferramenta torna a aula muito engraçada, mas sempre muito construtiva".
Segundo ele, muitos vestibulandos interessados em se tornar professores ficam em dúvida sobre o curso pelo qual eles devem optar. "É muito comum terem dúvida entre história, língua portuguesa, talvez filosofia. Mas, para a formação do professor, o curso de letras se encaixava melhor para mim, língua portuguesa era a minha preferência entre as matérias."
Português, latim, grego

Todos os cursos de letras estudam o português na faculdade, além do latim e, em vários casos, o grego, e exigem do estudante o gosto pela leitura e pela produção de texto. Segundo Filomena de Oliveira Azevedo Varejão, diretora adjunta de Ensino de Graduação da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o aluno, além de trabalhar os conceitos gramaticais e da construção do idioma, também aprende a ver a língua portuguesa de forma mais completa.

"Mostramos que toda língua humana é variável, apresenta diferentes normas, tem uma forma de usar o português que pertence a certa camada social, com determinado perfil sócio-econômico e educação, por exemplo", diz.
Mas, além desses idiomas, eles também  se especializam na literatura brasileira ou em um idioma estrangeiro à sua escolha. Na UFRJ, espanhol e inglês são as línguas mais procuradas e as que exigem do estudante um conhecimento mínimo prévio. Mas é possível estudar francês, árabe, hebraico e japonês, entre outros idiomas.
Cada umas dessas opções é oferecida no bacharelado e licenciatura. O primeiro permite ao formando trabalhar como tradutor, pesquisador e revisor, nas empresas de editoração e jornalismo que ainda mantêm essa função, além de dar aulas no ensino superior, e licenciatura. Já a segunda modalidade da graduação tem grade curricular similar ao bacharelado, mas inclui disciplinas de educação que capacitam o profissional para dar aulas.
Bacharelado X licenciatura

De acordo com Filomena, a licenciatura, em geral, é a opção mais procurada pelos estudantes. "De 80% a 90% das opções são para a licenciatura, ela é mais dispendiosa e demorada, mas o profissional sai da faculdade com mais leque para o mercado", explica.

Segundo ela, parte dos vestibulandos que optam pelo bacharelado almeja o funcionalismo público, e usa os conhecimentos adquiridos no curso para pontuar nas questões de língua portuguesa dos concursos.
Filomena cita ainda a grande procura dos formandos pela pós-graduação, uma maneira de conseguir salários mais altos, principalmente na rede particular de ensino.
Embora a grande maioria das instituições ainda ofereça a possibilidade de o estudante de letras tirar o diploma do bacharelado e então fazer as disciplinas complementares para se formar na licenciatura, na UFRJ, após uma reforma curricular promovida em 2010, essa opção só pode ser feita através de reingresso.
"O aluno que ingressou até 2010 acaba tendo a opção de dois diplomas. A mudança dá força aos cursos de licenciatura, nós inclusive abrimos um curso noturno como licenciatura, com a ideia de fomentar o acesso do aluno ao curso e formar professores", diz Filomena.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

52 sites que divertem e ensinam

Pedimos a 7 educadores avaliarem os principais sites com conteúdos educativos para crianças. Veja o que elas descobriram





Seu filho faz parte da chamada "geração Y". Também conhecida como geração da Internet, ela é composta por nascidos depois da década de 80 e tem como principal característica o seu crescimento em uma época de grandes avanços tecnológicos. Isso quer dizer que o computador faz ou fará parte da rotina dele (como a TV talvez tenha feito da sua). "As crianças e os adolescentes de hoje são nativos do computador e da internet. Já os adultos são imigrantes. São relações muito diferentes", afirma Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo.


Um dos principais símbolos dessa nova geração é justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.



E o que essas crianças e esses adolescentes fazem na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Orkut e Facebook, conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não necessariamente acrescentam algo à formação intelectual. 



O tempo passado na Internet pode ser voltado para o aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS. 



É justamente por isso que os pais devem participar mais dessa navegação, dessa exploração do mundo, orientando os filhos e fazendo uma mediação durante os momentos em que ele usa o computador. Mesmo em sites seguros, de conteúdo educativo, pode haver "falha" na segurança. Sites voltados para crianças com comunidades que possibilitam a interação entre os internautas, por exemplo, precisam de moderação e de um bom sistema de cadastro. "Um dos maiores perigos da internet é a pedofilia. Em comunidades e sites de relacionamento, as crianças correm risco de se relacionar com pessoas mal intencionadas", alerta a educadora Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania. 



Outra recomendação dos educadores é que os pais atentem ao excesso de publicidade em determinadas páginas - há um projeto de lei em tramitação no Congresso que proíbe qualquer tipo de comunicação mercadológica voltada para crianças. "O apelo ao consumo por parte das crianças é algo condenável", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Também é bom prestar atenção no tempo passado em frente ao computador. "É preciso evitar que o computador se transforme em uma babá eletrônica. Ele deve ser apenas um dos muitos recursos usados na Educação de crianças e adolescentes", recomenda Helena Cortês. 



A equipe do Educar para Crescer fez uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de sete especialistas em Educação:

  • Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS
  • Humberto Estevam, diretor de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) 
  • João Luís de Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP e coordenador pedagógico da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP)
  • Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania
  • Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP 
  • Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo
Veja a seleção de sites para crianças e adolescentes avaliados pelos educadores. Preste atenção às recomendações e divirta-se com o seu filho!
Para ler, clique no endereço abaixo:
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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Qualificação dos professores tem impacto direto no desempenho dos alunos


Segundo análise realizada pelaSecretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, peloInstituto Ayrton Senna e peloMovimento Todos pela Educação de 400 estudos sobre melhoria do aprendizado, o investimento na qualificação do corpo docente afeta diretamente o desempenho dos alunos, acelerando e ampliando o aprendizado em até 70%. “A educação acontece quando um bom professor se encontra com um aluno motivado por horas. Quanto mais eles se encontrarem, maior será o aprendizado. Um dos problemas da profissão é que os próprios professores se convenceram de que são todos iguais, e que as diferenças não devem ser ressaltadas, documentadas ou premiadas “, disse o secretário de Ações Estratégicas do governo federal, Ricardo Paes de Barros, durante audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e pela Frente Parlamentar Mista da Educação.
Para o presidente da frente parlamentar, deputado Alex Canziani (PTB-PR), falta ao Brasil uma avaliação que diagnostique a qualidade dos docentes atuantes e certifique os bons professores. “Além de estarmos estimulando aqueles que não são considerados os melhores professores, poderemos pôr em prática a meritocracia. É justo pagarmos, darmos condições ou estimularmos mais aqueles que são mais efetivos na sua atividade”, explicou.
Paes de Barros mencionou o caso do Chile que aporta 4% do Produto Interno Bruto – PIB em educação e está mais bem colocado nos testes internacionais que o Brasil, que investe 5% do seu PIB. No entanto, quando acrescido o gasto privado, o país andino contabiliza mais de 7% de investimento em educação. Vale lembrar que, na última década, o Brasil ficou entre os cinco países que mais avançaram na pontuação dos testes internacionais de avaliação do ensino.
Nesse ponto, Paes de Barros acredita que uma solução para o Brasil seria a contribuição de alunos com boas condições financeiras que quisessem estudar nas universidades públicas. “Esse é um gasto com educação que a gente poderia induzir as famílias a ter – isso é o que acontece no Chile. Se você é de classe média alta, rico e colocou seu filho na universidade pública, mais do que bem-vindo. Só que terá de pagar, pois não precisa que eu pague por você”, declarou.
Saiba mais!
Produto Interno Bruto – PIB: soma dos valores monetários conquistados a partir de todos os serviços e bens produzidos num período, por uma determinada região.
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Propostas para o uso da tecnologia na educação


Mercadante discutiu assunto com representantes de setores da sociedade civil


O uso de tecnologia na educação foi um dos temas debatidos no encontro promovido pelo Inspirare e pelo Porvir entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e um grupo de cerca de 40 representantes de diferentes setores da sociedade civil. 
O que disse o ministro
Ação: O MEC comprou 600 mil tablets, a serem enviados, inicialmente, para todos os professores das escolas públicas de ensino médio do País. A ideia é permitir que os docentes tenham mais acesso a fontes variadas de informação e a recursos pedagógicos como livros didáticos em PDF, programas de aula, videoaulas, jogos educativos, entre outros. Os tablets estarão conectados às lousas digitais que o ministério já distribuiu. Os professores serão assessorados por 60 mil jovens familiarizados com o uso de tecnologias.
Razão: O ministro lembra que o Brasil é o terceiro país onde mais se vende computador, e a escola precisa acompanhar esse processo. A opção pela tecnologia não substitui o professor, mas pode e deve ser utilizada como uma ferramenta importante, especialmente quando o desafio é promover um ensino médio mais atraente, que faça sentido para os jovens brasileiros. Os tablets custam menos que uma assinatura de jornal – R$ 240 (7 polegadas) e R$ 400 (10 polegadas).
As propostas dos participantes
"Tínhamos que trabalhar com blended learning no ensino médio, que precisa ter seu currículo editado, está grande demais. Uma das formas de se fazer isso é ver o aluno como cliente, selecionando itens realmente fundamentais e produzindo conteúdos e textos para que ele tenha proficiência no que realmente importa. Aplicar a expertise de comunicação e entretenimento na educação. Trabalhar com foco no aluno, que vai escolher o vídeo com que quer aprender equação, por exemplo."
Sergio Pompeu, editor de educação de O Estado de S. Paulo
"É preciso aproveitar a onda de tecnologia em sala de aula para utilizá-la de maneira relevante, dando foco no professor e ajudando a maximizar o aprendizado de cada aluno. Usar metodologias pedagógicas que estão surgindo, como o blended learning, para permitir que o professor tenha os recursos tecnológicos para individualizar o aprendizado do aluno."
Thiago Feijão, cofundador do QMágico
"A sugestão é buscar o combinado entre tecnologias inovadoras e pedagogias inovadoras para acelerar o aprendizado, porque só tecnologia com pedagogia tradicional não é eficiente. O universo da inovação aberta tem crescido. Uma sugestão é aproveitar movimentos colaborativos e participativos para melhorar a educação, já que a tecnologia conecta todo o mundo."
Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica/Vivo
"O ensino de ciências deve despertar vocações. Uma fração grande dos jovens tem resistência ao pensamento científico, mas tal sentimento pode ser revertido em escolas onde há um ambiente propício e estimulante. Por isso, uma iniciativa importante é o oferecimento de materiais online voltados a estimular o interesse pela ciência."
Vera Solferini, coordenadora associada do Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais da Unicamp
"O ensino deve ser adaptativo, customizado, porque duas pessoas não aprendem da mesma forma. Deve-se aproveitar que a tecnologia é atrativa ao jovem por falar a sua linguagem para se usar formatos que permitam o acompanhamento da evolução da aprendizagem."
Eduardo Bontempo, cofundador da Geekie
"A tecnologia deve ser usada para entender as dificuldades de cada aluno, fazer o diagnóstico e oferecer um conteúdo que se adapte melhor a cada um deles. Saber onde estão as dificuldades dos alunos, personalizar a capacitação dos professores, ter um diagnóstico em tempo real e oferecer soluções customizadas. Uma boa opção é usar ferramentas como Facebook, Twitter e games."
Cláudio Sassaki, cofundador da Geekie
"Estados e prefeituras elaboram materiais de boa qualidade, mas que acabam circunscritos ao seu território. Uma iniciativa útil seria fazer convênios para que todo o material produzido ficasse disponível em um portal. A Educopédia, do Rio, poderia ser disponibilizada para o País inteiro."
Jair Ribeiro, fundador da Parceiros da Educação
"A mídia não cobre educação como um processo, mas como eventos separados. Seria ótimo se houvesse um canal que chegasse aos prefeitos, uma agência que reunisse as notícias."
Gilberto Dimenstein, jornalista
"A proposta é usar recursos da tecnologia, como tablets e redes de internet sem fio, dentro de um contexto de parceria público-privada. Para o governo, é difícil prover a infraestrutura e manter os equipamentos disponíveis e funcionando."
Mauro Aguiar, diretor do Colégio Bandeirantes
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sábado, 30 de junho de 2012

Censo: deficiência afeta frequência na escola e alfabetização dos brasileiros


Pesquisa do IBGE comprova em números que crianças com alguma deficiência possuem menor frequência na escola. Adultos com deficiência tem menor taxa de alfabetização

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira que os brasileiros que apresentam alguma deficiência estão menos presentes das escolas e possuem menores taxas de alfabetização. Os dados são do Censo 2010.
Segundo o IBGE, para a população de 15 anos ou mais com pelo menos uma das deficiências investigadas, a taxa de alfabetização foi de 81,7%, uma diferença de 8,9 pontos percentuais em relação ao total (90,6%). A região Sudeste apresentou a maior taxa de alfabetização das pessoas com deficiência (88,2%) e a região Nordeste, a menor (69,7%).
Já em relação a taxa de escolarização, 95,2% das crianças de 6 a 14 anos com deficiência frequentavam escola, 1,9 pontos percentuais abaixo do total da população nessa faixa etária (97,1%). Em nível regional, destacou-se a região Norte com a menor taxa de escolarização (93,3%), porém com a menor diferença entre crianças com (94,0%) e sem deficiência (93,3), indicando que a inclusão escolar na região Norte sofre influência de outros fatores, como a infraestrutura de transporte. A maior diferença foi observada na região Sul, 97,7% e 95,3%, respectivamente.
De acordo com os resultados, quando se observa o nível de instrução, a diferença é mais acentuada. Enquanto 61,1% da população de 15 anos ou mais com deficiência não tinha instrução ou possuía apenas o fundamental incompleto, esse percentual era de 38,2% para as pessoas dessa faixa etária que declararam não ter nenhuma das deficiências investigadas - visual, auditiva, motora e mental -, representando uma diferença de 22,9 pontos percentuais. A menor diferença estava no ensino superior completo: 6,7% para a população de 15 anos ou mais com deficiência e 10,4% para a população sem deficiência. Na região Sudeste 8,5% da população de 15 anos ou mais com deficiência possuíam ensino superior completo.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Por que professores e escolas não caem nas redes sociais?


Simão Marinho, da PUC-MG, fala sobre as dificuldade de integrar educação e sites

Uma pesquisa realizada pelo Ibope revelou que 87% dos usuários de internet do país utilizam uma rede social - 83% deles usam esses serviços para finalidades pessoais. É legítimo supor que estudantes e professores também se relacionam por meio daqueles sites. Contudo, se as redes são hoje território da amizade, da diversão e da paquera, ainda é difícil pensar em usos pedagógicos para a ferramenta. Pelo menos é isso que conclui Simão Marinho, coordenador do programa de pós-graduação em educação da PUC-MG e assessor pedagógico do programa Um Computador por Aluno, do governo federal. “A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento”. E isso, segundo o especialista, assusta escolas e professores. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista com Marinho, convidado a falar sobre o tema em um painel especial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerra neste domingo.
As redes sociais já fazem parte da educação?
Do ponto de vista pedagógico, acredito que ainda não há nenhum impacto das redes sociais virtuais na educação. Fora da escola, ou mesmo para entrar em contato com os amigos da escola, os alunos fazem uso das redes – Orkut, Facebook, MySpace –, mas elas ainda não são usadas para outros fins.

Quais os entraves à aproximação entre escolas e redes digitais? 
A primeira dificuldade está na estrutura da escola e na postura do professor. Dificilmente, eles chegariam ao modelo ideal de rede, que é aquela que não tem centro, não tem comando nem poder. Dentro dessa estrutura, vejo uma enorme dificuldade para a escola fazer uso dessas redes porque seria preciso que os que os professores não se sentissem comandando alunos, determinando tarefas. Além disso, existem alguns riscos nas redes sociais que a escola não quer assumir, como o da segurança, do bullying e da pedofilia. Por tudo isso acredito que hoje a escola não está na rede, e a rede não está na escola.

A liberdade característica das redes sociais é um empecilho?
Sim. A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento, do mais benigno ao mais nocivo. Isso sem dúvida é um complicador, porque nem todos que estão ali são os parceiros de escola.

Se a escola ainda não está na rede, o senhor sente uma demanda dos alunos para que ela esteja? 
Acho que os alunos não estão interessados nesse envolvimento. Se você descola da questão educacional, eles se envolvem nas redes e até abordam questões ligadas à escola, mas não são questões ligadas ao aprendizado. Tive acesso a uma pesquisa nos Estados Unidos onde a maioria dos alunos pedia aos professores que não estabelecessem contato nas redes sociais. É como se dissessem: ‘Acabou a hora da aula, não quero mais falar com você’. Isso acontece, em parte, porque os alunos usam essas redes inclusive para criticar os professores. O Orkut, por exemplo, tem aquelas comunidades ‘Eu odeio o professor fulano’. Então os alunos não querem o professor na rede. Com esse tipo de uso, a escola fica ainda mais desconfiada em usar as redes.

Fora da sala de aula, os alunos e até os professores fazem uso das redes sociais por lazer. Transformar esse lazer em aprendizado é um desafio? 
É um grande desafio. O ideal seria que o aprendizado tivesse o mesmo gosto saboroso do lazer e fosse uma fruta tão tentadora e suculenta quando a fruta da diversão. Porque os alunos e professores vão atrás disso nas redes sociais, eles querem a conversa afiada com o amigo, trocar ideias, fazer planos para o fim de semana. Algumas escolas isoladamente já conseguiram superar esse desafio, mas são poucas. Não estou dizendo que não funcione, mas acredito que ainda não encontramos a fórmula para isso.

Quais seriam as vantagens de uma escola integrada às redes sociais?
A vantagem maior seria que as escolas, os professores e os alunos conversassem entre si e trocassem experiências. Mas a discussões deveria girar em torno da educação ou a rede social vira apenas um playground, uma área de lazer e entretenimento. E para que isso aconteça é preciso que cada nó dessa rede tenha uma importância e contribua para a discussão, porque a comunicação por esse meio pressupõe igualdade, sem ninguém controlando as cordinhas da rede. E acredito que esse seja um complicador para as escolas.

O que escolas e educadores devem evitar em matéria de redes sociais?
Os professores não devem reprisar na virtualidade aquilo que está acontecendo na sala de aula, ou seja, devem buscar expandir na internet os conteúdos ensinados na escola. Os conteúdos são importantes, mas tratar de assuntos que extrapolem o aprendizado também pode ser interessante. Por exemplo, professores e alunos podem discutir o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas redes sociais. Podem – e devem – discutir o vestibular, dificuldades, carreira. Se a escola começar a criar essas espaços e fóruns, pode ser que a rede funcione. 

Alguns entusiastas defendem que o bom uso das redes sociais pode funcionar como catalisador da reinvenção da escola. O senhor acredita nisso?
Isso é coisa de entusiasta! Não podemos jogar na ferramenta o peso da inovação pedagógica. Nenhuma máquina muda a escola. O que muda a escola é o professor e não acredito que apenas o fato de ele se integrar a uma rede social mude alguma coisa. Antes disso, ele precisa entender que a educação hoje tem um outro significado. Hoje o professor já não é a única fonte de informação que ele aluno tem. Ele precisa entender que o papel dele é criar estratégias para que o aluno aprenda, seja com a escola, com a internet, com o celular ou com o livro.

O senhor é assessor pedagógico do programa do governo federal Um Computador por Aluno (UCA). O que de fato os alunos desenvolvem com a ajuda do computador?
Com o computador, eles têm acesso a fontes de informações diversas, além de ter nas mãos a possibilidade de se expressar por linguagens multimidiáticas. O laptop do UCA é computador, comunicador, telefone, câmera de vídeo e fotográfica, gravador digital, entre outros. Ele é fundamentalmente um instrumento para a linguagem múltipla que eu utilizo quando preciso. E junto com a discussão da inovação tecnológica tentamos discutir a inovação pedagógica. E só assim poderemos transformar a escola.

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fórum de discussão sobre a Lei do Piso


O advogado Salomão Ximenes, da ONG Ação Educativa, responde nesta página a dúvidas sobre a Lei do Piso. Participe!

Você conhece bem a Lei do Piso? Sabe que profissionais da Educação têm direito aos vencimentos mínimos de 1451 reais? Será que esse valor pode ser proporcional, se a carga horária for inferior? E a rede de ensino? Ela pode mudar o contrato de trabalho sobre os professores para cumprir as exigências da lei?
Para ajudá-lo a esclarecer essas e outras dúvidas, convidamos o advogado Salomão Ximenes (foto), da ONG Ação Educativa, para participar de um fórum sobre a Lei do Piso. Ximenes representou a Campanha Nacional pelo Direito à Educação no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a Lei do Piso. Acesse os links indicados no quadro ao lado e faça os testes sobre a Lei. Veja as reportagens que tratam do tema (feitas pela equipe da revista GESTÃO ESCOLAR) e deixe sua pergunta na caixa de comentários para Ximenes até o dia 29 de junho. Ele responderá às perguntas entre os dias 29 de junho e 1 de julho.

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Diretrizes para o ensino de direitos humanos são aprovadas pelo MEC

Após dois anos de debates, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante , aprovou o parecer do Conselho Nacional de Educação – CNE, que determina as diretrizes para o ensino de direitos humanos na educação básica e superior.
A partir da homologação, instituições de ensino de todo o Brasil deverão seguir as diretrizes na construção de seus programas pedagógicos, de seus regimentos e planos de desenvolvimento. O tema também deverá permear todos os processos da escola, da gestão à pesquisa e elaboração dos materiais didáticos.
A medida pretende abarcar toda a diversidade presente no cenário estudantil contemporâneo, promovendo uma formação mais ética, política e inclusiva. Segundo o documento, o objetivo é assegurar “o respeito mútuo, pelo outro e pelas diferentes culturas e tradições”.
O governo deve distribuir nas escolas públicas material didático específico sobre direitos humanos. Entre os temas a serem abordados estão a igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças; globalidade sustentabilidade socioambiental, dignidade humana; transversalidade, vivência e globalidade; laicidade do Estado; e democracia na Educação.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Secretaria de Educação do Rio de Janeiro troca papel por computador para a aplicação de provas digitais

Um banco de dados com 80 mil questões está sendo estruturado para a aplicação das avaliações escolares da rede municipal de ensino carioca. A iniciativa deverá ter início no segundo semestre de 2012, com o uso de laptops para a realização de provas bimestrais.
“É algo que vai facilitar a vida do professor, principalmente na questão da correção automática das provas, sem que ele perca o controle sobre o desempenho do aluno, já que o sistema pode até produzir relatórios sobre a evolução dos estudantes”, explica a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.
As provas digitais terão apenas questões de múltipla escolha. Para medir o conhecimento do aluno de uma forma mais aprofundada, o professor poderá lançar mão dos testes impressos. Em 2013, o sistema digital também será utilizado para um diagnóstico do nível de letramento dos alunos do ensino fundamental.

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Projeto regulamenta licença de professores para capacitação


Proposta do deputado Wilson Filho (PMDB-PB) estende licença remunerada de até 3 meses para aperfeiçoamento a professores estaduais e municipais

Professores das redes estadual e municipal de ensino também teriam direito à licença remunerada
Professores das redes estadual e municipal de ensino também teriam direito à licença remunerada (Agência Brasil)
Um projeto de lei apresentado pelo deputado Wilson Filho (PMDB -PB) propõe licença remunerada para capacitação profissional a professores da educação pública. Se aprovado, a cada cinco anos docentes poderão se afastar do cargo por até três meses, recebendo normalmente seus salários, para que possam participar de cursos de aperfeiçoamento.
Atualmente, os servidores públicos federais, incluindo professores, têm direito à licença remunerada para capacitação. O projeto de lei 3326/12 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96) e estende o benefício também a professores municipais e estaduais.
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Rede social para professores disponibiliza 300 mil planos de aula

TES (sigla em inglês para Times Educational Suplement) é uma plataforma digital de compartilhamento de conteúdos feitos por professores para professores.

Com mais de 1,8 milhão de membros, distribuídos em 197 países, a ferramenta tem disponível mais de 300 mil planos de aula. Em quatro anos de existência, consolidou-se como a maior rede social de docentes do mundo.
De acordo com o editor do TES, Gerard Kelly, o aumento no número de usuários ocorreu de forma espontânea. A vocação para compartilhar conhecimentos tem motivado professores de outros países, além da Inglaterra, a utilizarem os arquivos hospedados pelo site.
Atualmente, os Estados Unidos ocupam o segundo lugar no número de usuários, seguido de Canadá, Austrália, Espanha e Índia. Isso se deve, segundo Kelly, ao fato do site estar inteiramente em Inglês. No Brasil, cerca de 50 mil professores já fazem parte da rede.
Como funciona
Uma equipe de especialistas em diferentes áreas do conhecimento é responsável por triar o material postado pelos professores. Kelly afirma que quando é detectado algum arquivo com direitos autorais, ele é automaticamente eliminado. Caso contrário, tudo pode ser usado e remixado por outros professores.
A página possui ainda um banco de vagas de emprego na área da educação, com oportunidades em diferentes países. Fóruns de discussão, onde os professores podem discutir ideias e ranquear os melhores materiais, completam a proposta.
Para fazer parte da rede, basta cadastrar-se e criar um perfil de usuário. Todo o serviço é gratuito.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Facebook cria ambiente exclusivo a escola e universidade

Groups for Schools permite que alunos, professores e funcionários de instituições troquem informações em um ambiente fechado.


O Facebook colocou à disposição de escolas e universidades um novo tipo de perfil destinado especialmente a instituições de ensino. Batizado de Groups for Schools, o novo recurso da rede social permite que estudantes e membros de uma determinada comunidade acadêmica troquem arquivos, criem eventos e compartilhem mensagens. Tudo em um ambiente fechado, que só permite a participação de pessoas autorizadas. Para fazer parte das comunidades do Groups of Schools, o usuário precisa informar um endereço de e-mail com domínio da instituição. 
A ferramenta Groups of Schools não incorpora automaticamente os grupos escolares já existentes no Facebook. Portanto, as instituições que já possuem perfil na rede terão que se cadastrar na nova ferramenta. Até o momento, não existem grupos das mais importantes instituições brasileiras, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Apesar de milhares de grupos de instituições de ensino já existirem no Facebook, agora eles estarão organizados, com um endereço próprio e com ferramentas para melhorar a comunicação entre seus membros. Até aqui, as escolas que desejavam criar comunidades exclusivas precisavam recorrer a aplicativos e desembolsavam até 50.000 dólares para manter um ambiente restrito a seus alunos, professores e funcionários.
Criado em 2004, o Facebook havia sido pensando por Mark Zuckerberg como uma plataforma que conectasse os estudantes universitários americanos. Por meio dela, era possível estar em contato com colegas de classe e professores. Também era possível ficar mais próximo de companheiros de dormitório e amigos que compartilhavam interesses em comum. Com a abertura da rede, o Facebook perdeu muito de sua função inicial. Agora, o Groups of Schools leva Zuckerberg de volta ao campus. 
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sábado, 21 de abril de 2012

Acompanhar lição de casa do filho facilita aprendizado

A lição de casa sempre vira uma tarefa para a família - o aluno precisa entregar o dever e os pais têm o papel de supervisionar essa atividade. Tornar esse momento do dia prazeroso é um desafio, pois competir com televisão, videogame ou qualquer outra brincadeira é extremamente difícil. Mas é uma tarefa que toda mãe - ou pai - adora fazer.

Mas existem alguns meios de facilitar esse processo. A psicóloga comportamental Paula Pessoa Carvalho, especializada em orientação psicológica, familiar e educacional, indica que acompanhar a lição com o filho e tornar o momento de aprendizagem agradável faz com que a criança se estimule e se habitue a estudar em casa. "Isso facilitará seu desenvolvimento educacional durante toda a vida acadêmica", afirma. 

Melhor horário
O melhor horário para o estudo é o que a criança esteja mais disposta, ou seja, sem sono ou fome. Também é importante definir o mesmo horário todos os dias, para que a criança se acostume com essa rotina. 

Cuidados com o ambiente
O local de estudo pode ser uma mesa no quarto, na sala ou na cozinha, mas longe do sofá e da cama. Estabeleça que a lição seja feita sempre no mesmo lugar, onde não existam reforçadores concorrentes como TV ligada, som, videogame ou alguém brincando ao lado. 

É importante acompanhar
Outro ponto importante para que a criança sinta prazer em fazer a lição de casa é ter alguém que a auxilie, para que esse momento seja agradável. Pode ser a mãe ou o pai. 

Erros são aceitos
Também é legal que a criança tenha a possibilidade de errar e acertar. Não critique demais os erros dos pequenos, pois eles são necessários para que a criança aprenda o certo. Seja carinhoso, explique com paciência. Lembre-se de elogiar quando ela acertar. 

Atenção para dificuldades de aprendizado
Os pais devem ficar atentos quando, mesmo com todos os métodos seguidos, a criança não consiga se concentrar. Não aprenda com os erros, nem por exclusão, dedução ou entendimento. Se isso acontecer é importante pedir uma atenção para a escola e para profissionais especializados para ver se está tudo certo com seu pequeno. 

Para as mães que trabalham fora
Caso a mãe ou o pai não possam acompanhar quando a criança faz a lição, é importante definir o local e o horário e retomar o que foi feito no momento em que chegar a sua casa. Tente perceber se a lição foi feita com dedicação. 

Coletânea Editorial
Especial para o Terra


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