segunda-feira, 2 de julho de 2012

Tecnologia pode ajudar Educação de SP, diz especialista


São Paulo tem deficiências crônicas na área da Educação. Entre elas, o analfabetismo e o fato de 20% dos alunos do ensino público virem de áreas consideradas de alta vulnerabilidade social e não haver políticas voltadas para este segmento, alerta a presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), Maria Alice Setubal. Para ela, São Paulo está "um século atrasada" em comparação com outras grandes metrópoles.
Para a especialista, uma maneira de resolver esse problema e aproximar o mundo dos jovens e a escola, é investir em novas tecnologias. "Com as novas tecnologias você pode trazer o ensino ao ambiente delas", prega. "Hoje, a escola não tem sentido. (Ela deve) formar cidadãos que possam contribuir para questões atuais, como sustentabilidade e conviver com diferenças. É importante pensar valores dentro da escola. Diálogo, não violência, convivência. Pontos para pensar o que é uma educação contemporânea que faça sentido", diz.
Dentre as tecnologias que estão no mercado brasileiro, uma vem despertando a atenção dos educadores e gestores públicos e privados pelos resultados alcançados na transformação de conhecimento em soluções. Criada em Israel há 17 anos, a metodologia Mind Lab, batizada no Brasil de MenteInovadora, já foi adotada por milhares de escolas em mais de 30 países. Mais de 10 mil professores foram treinados e certificados, e mais de 2 mil estudantes utilizam essa metodologia para melhorar suas habilidades de raciocínio.
No Brasil, o Programa Menteinovadora vem sendo implantado desde 2006 em escolas públicas municipais e estaduais, bem como em escolas da rede particular de ensino. Estudos realizados pelo Instituto de Avaliação e Desenvolvimento Educacional (INADE) no Brasil apuraram o impacto da utilização, durante três meses letivos, dessa metodologia, nos níveis de aprendizagem de matemática e língua portuguesa para além do esperado para o período, considerando a escala SAEB.
"Hoje, entrando no século XXI, a sociedade mudou e as necessidades são outras. É imprescindível transformar a prática da sala de aula para dar conta destas novas demandas e contemplar estes novos saberes sobre o aprender e o ensinar.", destaca Sandra Garcia, Diretora Pedagógica da Mind Lab.
Integral
Além da aposta em novas tecnologias, a presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária defende também que a prefeitura adote ações específicas para territórios de alta vulnerabilidade social, onde estão cerca de 20% das crianças na capital. "Tem que haver um grande esforço de capacitação dos professores locais, materiais específicos, ampliar o universo cultural das crianças e dos professores", defende Maria Alice como resposta a essa situação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sábado, 30 de junho de 2012

Censo: deficiência afeta frequência na escola e alfabetização dos brasileiros


Pesquisa do IBGE comprova em números que crianças com alguma deficiência possuem menor frequência na escola. Adultos com deficiência tem menor taxa de alfabetização

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira que os brasileiros que apresentam alguma deficiência estão menos presentes das escolas e possuem menores taxas de alfabetização. Os dados são do Censo 2010.
Segundo o IBGE, para a população de 15 anos ou mais com pelo menos uma das deficiências investigadas, a taxa de alfabetização foi de 81,7%, uma diferença de 8,9 pontos percentuais em relação ao total (90,6%). A região Sudeste apresentou a maior taxa de alfabetização das pessoas com deficiência (88,2%) e a região Nordeste, a menor (69,7%).
Já em relação a taxa de escolarização, 95,2% das crianças de 6 a 14 anos com deficiência frequentavam escola, 1,9 pontos percentuais abaixo do total da população nessa faixa etária (97,1%). Em nível regional, destacou-se a região Norte com a menor taxa de escolarização (93,3%), porém com a menor diferença entre crianças com (94,0%) e sem deficiência (93,3), indicando que a inclusão escolar na região Norte sofre influência de outros fatores, como a infraestrutura de transporte. A maior diferença foi observada na região Sul, 97,7% e 95,3%, respectivamente.
De acordo com os resultados, quando se observa o nível de instrução, a diferença é mais acentuada. Enquanto 61,1% da população de 15 anos ou mais com deficiência não tinha instrução ou possuía apenas o fundamental incompleto, esse percentual era de 38,2% para as pessoas dessa faixa etária que declararam não ter nenhuma das deficiências investigadas - visual, auditiva, motora e mental -, representando uma diferença de 22,9 pontos percentuais. A menor diferença estava no ensino superior completo: 6,7% para a população de 15 anos ou mais com deficiência e 10,4% para a população sem deficiência. Na região Sudeste 8,5% da população de 15 anos ou mais com deficiência possuíam ensino superior completo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Por que professores e escolas não caem nas redes sociais?


Simão Marinho, da PUC-MG, fala sobre as dificuldade de integrar educação e sites

Uma pesquisa realizada pelo Ibope revelou que 87% dos usuários de internet do país utilizam uma rede social - 83% deles usam esses serviços para finalidades pessoais. É legítimo supor que estudantes e professores também se relacionam por meio daqueles sites. Contudo, se as redes são hoje território da amizade, da diversão e da paquera, ainda é difícil pensar em usos pedagógicos para a ferramenta. Pelo menos é isso que conclui Simão Marinho, coordenador do programa de pós-graduação em educação da PUC-MG e assessor pedagógico do programa Um Computador por Aluno, do governo federal. “A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento”. E isso, segundo o especialista, assusta escolas e professores. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista com Marinho, convidado a falar sobre o tema em um painel especial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerra neste domingo.
As redes sociais já fazem parte da educação?
Do ponto de vista pedagógico, acredito que ainda não há nenhum impacto das redes sociais virtuais na educação. Fora da escola, ou mesmo para entrar em contato com os amigos da escola, os alunos fazem uso das redes – Orkut, Facebook, MySpace –, mas elas ainda não são usadas para outros fins.

Quais os entraves à aproximação entre escolas e redes digitais? 
A primeira dificuldade está na estrutura da escola e na postura do professor. Dificilmente, eles chegariam ao modelo ideal de rede, que é aquela que não tem centro, não tem comando nem poder. Dentro dessa estrutura, vejo uma enorme dificuldade para a escola fazer uso dessas redes porque seria preciso que os que os professores não se sentissem comandando alunos, determinando tarefas. Além disso, existem alguns riscos nas redes sociais que a escola não quer assumir, como o da segurança, do bullying e da pedofilia. Por tudo isso acredito que hoje a escola não está na rede, e a rede não está na escola.

A liberdade característica das redes sociais é um empecilho?
Sim. A escola é como uma cidade com muros que a limitam. Já o Facebook ou o Orkut são inverso disso – são praças públicas onde podemos encontrar todo o tipo de elemento, do mais benigno ao mais nocivo. Isso sem dúvida é um complicador, porque nem todos que estão ali são os parceiros de escola.

Se a escola ainda não está na rede, o senhor sente uma demanda dos alunos para que ela esteja? 
Acho que os alunos não estão interessados nesse envolvimento. Se você descola da questão educacional, eles se envolvem nas redes e até abordam questões ligadas à escola, mas não são questões ligadas ao aprendizado. Tive acesso a uma pesquisa nos Estados Unidos onde a maioria dos alunos pedia aos professores que não estabelecessem contato nas redes sociais. É como se dissessem: ‘Acabou a hora da aula, não quero mais falar com você’. Isso acontece, em parte, porque os alunos usam essas redes inclusive para criticar os professores. O Orkut, por exemplo, tem aquelas comunidades ‘Eu odeio o professor fulano’. Então os alunos não querem o professor na rede. Com esse tipo de uso, a escola fica ainda mais desconfiada em usar as redes.

Fora da sala de aula, os alunos e até os professores fazem uso das redes sociais por lazer. Transformar esse lazer em aprendizado é um desafio? 
É um grande desafio. O ideal seria que o aprendizado tivesse o mesmo gosto saboroso do lazer e fosse uma fruta tão tentadora e suculenta quando a fruta da diversão. Porque os alunos e professores vão atrás disso nas redes sociais, eles querem a conversa afiada com o amigo, trocar ideias, fazer planos para o fim de semana. Algumas escolas isoladamente já conseguiram superar esse desafio, mas são poucas. Não estou dizendo que não funcione, mas acredito que ainda não encontramos a fórmula para isso.

Quais seriam as vantagens de uma escola integrada às redes sociais?
A vantagem maior seria que as escolas, os professores e os alunos conversassem entre si e trocassem experiências. Mas a discussões deveria girar em torno da educação ou a rede social vira apenas um playground, uma área de lazer e entretenimento. E para que isso aconteça é preciso que cada nó dessa rede tenha uma importância e contribua para a discussão, porque a comunicação por esse meio pressupõe igualdade, sem ninguém controlando as cordinhas da rede. E acredito que esse seja um complicador para as escolas.

O que escolas e educadores devem evitar em matéria de redes sociais?
Os professores não devem reprisar na virtualidade aquilo que está acontecendo na sala de aula, ou seja, devem buscar expandir na internet os conteúdos ensinados na escola. Os conteúdos são importantes, mas tratar de assuntos que extrapolem o aprendizado também pode ser interessante. Por exemplo, professores e alunos podem discutir o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas redes sociais. Podem – e devem – discutir o vestibular, dificuldades, carreira. Se a escola começar a criar essas espaços e fóruns, pode ser que a rede funcione. 

Alguns entusiastas defendem que o bom uso das redes sociais pode funcionar como catalisador da reinvenção da escola. O senhor acredita nisso?
Isso é coisa de entusiasta! Não podemos jogar na ferramenta o peso da inovação pedagógica. Nenhuma máquina muda a escola. O que muda a escola é o professor e não acredito que apenas o fato de ele se integrar a uma rede social mude alguma coisa. Antes disso, ele precisa entender que a educação hoje tem um outro significado. Hoje o professor já não é a única fonte de informação que ele aluno tem. Ele precisa entender que o papel dele é criar estratégias para que o aluno aprenda, seja com a escola, com a internet, com o celular ou com o livro.

O senhor é assessor pedagógico do programa do governo federal Um Computador por Aluno (UCA). O que de fato os alunos desenvolvem com a ajuda do computador?
Com o computador, eles têm acesso a fontes de informações diversas, além de ter nas mãos a possibilidade de se expressar por linguagens multimidiáticas. O laptop do UCA é computador, comunicador, telefone, câmera de vídeo e fotográfica, gravador digital, entre outros. Ele é fundamentalmente um instrumento para a linguagem múltipla que eu utilizo quando preciso. E junto com a discussão da inovação tecnológica tentamos discutir a inovação pedagógica. E só assim poderemos transformar a escola.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Jogo educativo “Pesque & Salve”


O objetivo do jogo " Pesque e Salve" é estimular a conservação da água e a pesca esportiva. O jogador tem como meta pescar o maior número de peixes de modo esportivo e como recompensa poderá despoluir os rios,riachos e lagos, criando um ambiente saudável a cada meta vencida.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fórum de discussão sobre a Lei do Piso


O advogado Salomão Ximenes, da ONG Ação Educativa, responde nesta página a dúvidas sobre a Lei do Piso. Participe!

Você conhece bem a Lei do Piso? Sabe que profissionais da Educação têm direito aos vencimentos mínimos de 1451 reais? Será que esse valor pode ser proporcional, se a carga horária for inferior? E a rede de ensino? Ela pode mudar o contrato de trabalho sobre os professores para cumprir as exigências da lei?
Para ajudá-lo a esclarecer essas e outras dúvidas, convidamos o advogado Salomão Ximenes (foto), da ONG Ação Educativa, para participar de um fórum sobre a Lei do Piso. Ximenes representou a Campanha Nacional pelo Direito à Educação no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a Lei do Piso. Acesse os links indicados no quadro ao lado e faça os testes sobre a Lei. Veja as reportagens que tratam do tema (feitas pela equipe da revista GESTÃO ESCOLAR) e deixe sua pergunta na caixa de comentários para Ximenes até o dia 29 de junho. Ele responderá às perguntas entre os dias 29 de junho e 1 de julho.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Diretrizes para o ensino de direitos humanos são aprovadas pelo MEC

Após dois anos de debates, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante , aprovou o parecer do Conselho Nacional de Educação – CNE, que determina as diretrizes para o ensino de direitos humanos na educação básica e superior.
A partir da homologação, instituições de ensino de todo o Brasil deverão seguir as diretrizes na construção de seus programas pedagógicos, de seus regimentos e planos de desenvolvimento. O tema também deverá permear todos os processos da escola, da gestão à pesquisa e elaboração dos materiais didáticos.
A medida pretende abarcar toda a diversidade presente no cenário estudantil contemporâneo, promovendo uma formação mais ética, política e inclusiva. Segundo o documento, o objetivo é assegurar “o respeito mútuo, pelo outro e pelas diferentes culturas e tradições”.
O governo deve distribuir nas escolas públicas material didático específico sobre direitos humanos. Entre os temas a serem abordados estão a igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças; globalidade sustentabilidade socioambiental, dignidade humana; transversalidade, vivência e globalidade; laicidade do Estado; e democracia na Educação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Secretaria de Educação do Rio de Janeiro troca papel por computador para a aplicação de provas digitais

Um banco de dados com 80 mil questões está sendo estruturado para a aplicação das avaliações escolares da rede municipal de ensino carioca. A iniciativa deverá ter início no segundo semestre de 2012, com o uso de laptops para a realização de provas bimestrais.
“É algo que vai facilitar a vida do professor, principalmente na questão da correção automática das provas, sem que ele perca o controle sobre o desempenho do aluno, já que o sistema pode até produzir relatórios sobre a evolução dos estudantes”, explica a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.
As provas digitais terão apenas questões de múltipla escolha. Para medir o conhecimento do aluno de uma forma mais aprofundada, o professor poderá lançar mão dos testes impressos. Em 2013, o sistema digital também será utilizado para um diagnóstico do nível de letramento dos alunos do ensino fundamental.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...