quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cuidado! Muita tecnologia pode deixar seu cérebro cansado!

Uso em excesso de aparelhos eletrônicos pode fazer com que você deixe de ter novas ideias.




Você tem o costume de ouvir música no iPod enquanto manda um SMS, sentado na frente do computador prestando atenção no que está passando na televisão? Se respondeu que sim, saiba que não está sozinho. Com o avanço e a popularização da tecnologia, tornou-se muito comum encontrar pessoas “conectadas” a mais de um aparelho eletrônico ao mesmo tempo.

O que muitas pessoas não sabem é que a utilização excessiva de gadgets pode ter um efeito colateral inesperado: fadiga cerebral. Isso mesmo, seu cérebro pode estar cansado e, como consequência, novas ideias deixam de surgir e menos informações são retidas na memória.


Como assim?


Um estudo realizado em São Francisco, na Universidade da Califórnia, revela que as pessoas estão perdendo o tempo de inatividade cerebral necessária para que novas ideias surjam e novas informações sejam armazenadas na memória, por exemplo.
Esse período sem atividade utilizado para o cérebro “descansar” e processar o que foi aprendido está sendo ocupado por dados digitais, advindos de celulares, iPods, iPads, notebooks, computadores, televisões.
As experiências realizadas em laboratório mostram que quando os ratos vivenciam uma experiência diferente da habitual, novos padrões cerebrais são exibidos. Porém, apenas depois que a experiência deixa de ser novidade é que o cérebro dos animais processou as informações e criou uma memória persistente sobre o fato.
Segundo o professor assistente do departamento de fisiologia da universidade, Loren Frank, o tempo de inatividade faz com que o cérebro consiga repassar as experiência e transformá-las em memórias de longo prazo. Quando o cérebro é estimulado constantemente, há uma interrupção no processo de aprendizado.
Vivendo em um mundo extremamente tecnológico, é muito comum que as pessoas ocupem o pouco tempo livre que possuem com aparelhos eletrônicos. As vilãs do momento são as redes sociais. Segundo um estudo realizado na Holanda, utilizar excessivamente essas redes é uma das principais causas para um desempenho acadêmico baixo.
O que fazer?
Existem maneiras de evitar a fadiga cerebral, e por mais estranho que pareça, o video game pode ser uma solução. A gigante Electronic Arts, por exemplo, já estuda formas de encaixar esses micromomentos necessários para assimilação de informação em pequenas pausas durante os jogos. Segundo o cofundador da PlayFish, a EA reinventou a experiência do jogo, permitindo encaixar os microssegundos para o cérebro “relaxar”.




Uma maneira mais simples de dar uma folga para o cérebro é aproveitar aqueles minutos na fila do supermercado sem deixar que celulares e iPods atrapalhem. Por mais monótono que seja, é um descanso necessário, e merecido, para organizar o pensamento e armazenar informações na memória de longo prazo.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mouse nas mãos miúdas


Saiba como incluir o uso do computador de maneira adequada na rotina da garotada do pré-escolar.


Já ouvi muito discurso de educadores sobre a idéia de que computador na escola só deve ser usado como ferramenta pedagógica a fim de proporcionar aprendizagens às crianças. Quando o assunto está presente no currículo da pré-escola, ainda pairam muitas dúvidas – inclusive na cabeça dos pais. Muito perguntam: será que a máquina é realmente útil ou, no fim das contas, acaba virando mais um brinquedinho nas mãos da gurizada?




Pesquisando sobre o assunto, encontro uma matéria de Fernanda Salla, da Revista Nova Escola, página 43, de dezembro de 2010, onde a revista consultou especialistas, que responderam a dez perguntas sobre o tema, a qual transcrevemos na íntegra.




1 - Por que os pequenos devem usar o computador?




Primeiro porque é papel da escola apresentar os elementos do mundo em que vivemos e ensinar como interagir com eles. Segundo porque, ao planejar trabalhos com o computador na pré-escola, o educador permite que a turma desde cedo acesse diversas manifestações da linguagem. Segundo Maria Virgínia Gastaldi, formadora de professores do Instituto Avisa Lá, em São Paulo “O importante é esquecer de que a tecnologia tem de ser usada para expandir conhecimentos. Não vale usá-la de maneira gratuita”.




2 – Qual deve ser o foco do trabalho com as crianças?




Por ser uma ferramenta para ajudar na ampliação dos saberes (e não o objeto da aprendizagem), a máquina deve ser incluída na rotina para a realização de pesquisas na Internet, o desenvolvimento de projetos ou para o uso de jogos que tenham como tema algum conteúdo que esteja sendo explorado no momento, dentre outras possibilidades. Não faz nenhum sentido reservar um tempo para aulas de informática a fim de ensinar como usar o mouse ou identificar os símbolos. Enquanto praticam a escrita do nome próprio, por exemplo, todos aprendem a operar o aparelho.




3 – É fundamental garantir uma máquina para cada criança?




Não. O ideal é ter uma em cada sala. No caso de existir uma sala de informática ou então somente um aparelho na escola, os educadores têm de organizar um cronograma para garantir que todas as crianças tenham acesso. Assim, a atividade não será encarada como algo que ocorre raramente e, por isso, desperta ansiedade ou então se torna o centro das atenções da criançada. Porém, mais do que isso, a escola tem de se preocupar em integrar a tecnologia à aprendizagem, ou seja, fazer do computador um componente rotineiro para o grupo.




4 – Como lidar com quem nunca teve acesso à informática?




Mesmo para essas crianças, não é necessário fazer uma apresentação formal. O educador é sempre a referência para a turma. Então, basta que, ao começar uma atividade qualquer, ele explique os objetivos e descreva o que está fazendo. A tecnologia faz parte da cultura contemporânea e a escola é responsável por fazer com que a criançada tenha acesso a ela. Um trabalho bem feito beneficia a todos.




5 – Os pequenos podem brincar com o computador?




Sim, desde que as brincadeiras não sejam passatempos, atividades que não se refletem em aprendizagens. O educador tem de eleger jogos e programas interativos que agreguem o trabalho com os conteúdos didáticos explorados na pré-escola.




6 – Quais as características de um bom jogo online?




Tal como um jogo de tabuleiro, ele precisa desafiar os pequenos a colocar em cena seus conhecimentos, assim como apresentar novas informações para desafiá-los. Modelos que apresentam questões a serem respondidas e depois simplesmente revelam certo ou errado, sem justificativas, por exemplo, não são interessantes.




7 – O educador precisa dominar informática?




Não, mas é imprescindível estudar antes o que vai ser apresentado para a criançada, tanto para saber se o material tem qualidade didática como para planejar os encaminhamentos. No caso do uso da internet para fazer pequenas pesquisas, é preciso cuidar para que a turma não acesse sites inadequados para a faixa etária ou pouco confiável, que podem fornecer informações de qualidade duvidosa.




8 – Qual o tempo ideal de uso da máquina por dia?




Não existe uma medida-padrão. O importante é balancear essa atividade em relação a outras típicas da Educação Infantil, como a roda de leitura.




9 – Ter acesso à internet é fundamental?




Embora não seja obrigatório, é difícil conceber um computador que não esteja conectado à rede mundial hoje em dia. Ela é uma ótima fonte de pesquisa e o acesso está cada vez mais fácil para a população. No mais, a interação virtual é um aspecto que deve ser apresentado às crianças e estimulado. É muito enriquecedor mostrar possibilidade de buscar informação em lugares que muitas vezes estão longe de onde a criançada vive.




10 – É válido usar programas para desenhar?




Sim, para que a turma conheça outra forma de criar desenhos. “Porém um equívoco muito comum é imprimir os trabalhos”, diz Silvana Augusto, formadora do Avisa Lá. É um gasto desnecessário de material e, transferindo a produção para o papel, o educador limita as possibilidades de uso da máquina. Por exemplo, propor que as crianças alterem o material para usá-lo em outros projetos.

Fonte: http://minhacaixamagica.blogspot.com





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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Acúmulo de tarefa estressa mulheres

Apesar da ajuda masculina, mulheres ainda acumulam mais atividades dentro e fora do lar. Resultado é mais estresse, diz novo estudo. Elas têm 10 horas de tarefas a mais que os homens por semana

NOVA YORK (Reuters) - Os homens podem estar ajudando mais em casa, mas as mulheres que trabalham fora ainda são mais multitarefas nas famílias norte-americanas que seus parceiros, e isso as está estressando, mostrou um novo estudo.
Seja nos trabalhos domésticos, cozinhando ou cuidando das crianças, elas realizam cerca de 10 horas a mais de tarefas ao mesmo tempo em casa a cada semana do que eles - 48,3 horas contra 38,9 horas - o que, segundo os pesquisadores, constitui uma importante fonte de desigualdade entre gêneros.
"Quando você olha para homens e mulheres em situações similares de trabalho, eles são muito parecidos," comentou Barbara Schneider, professora de sociologia da Universidade do Estado do Michigan e coautora do estudo, em entrevista.
"Mas quando chegam em casa, fica muito claro que as mulheres estão abraçando muito mais das responsabilidades com a casa e as crianças."

Schneider e Shira Offer, professora-assistente da Universidade Bar-Ilan, em Israel, usaram dados do Estudo de 500 Famílias, que avaliou como as famílias em oito comunidades urbanas e suburbanas dos Estados Unidos equilibram trabalho e vida familiar.
A pesquisa, publicada na American Sociological Review, baseia-se nas respostas de um universo de 368 mães e 241 pais em famílias com duas fontes de renda, que refletem o segmento da população mais pressionado pela falta de tempo.
"(A descoberta) sugere que as mães que trabalham fora estão fazendo duas atividades de uma só vez em mais de dois quintos do tempo em que estão acordadas, enquanto os pais estão fazendo multitarefas em mais de um terço de suas horas acordados," disse Schneider.

Além de fazerem mais, as tarefas que as mulheres realizam ao mesmo tempo em casa são mais trabalhosas. Com elas ficam boa parte do cuidado com a casa e com as crianças.
O estudo mostrou que 52,7 por cento de todas as multitarefas para as mães trabalhadoras envolvem tarefas de casa, comparado a 42,2 por cento para os pais, e 35,5 por cento cuidando das crianças, ante 27,9 por cento para os homens.
"Os pais, em contraste, costumam se envolver em outros tipos de atividade quando fazem multitarefas em casa, tais como falar com terceiros ou cuidar de si. Essas são experiências que pesam menos," explicou Schneider.

As pesquisadoras disseram que o estudo mostrou que as multitarefas são mais estressantes para as mulheres. Apenas elas relataram emoções negativas quando fazem muitas coisas ao mesmo tempo em casa ou em fora de casa, enquanto os homens consideram essa uma experiência positiva.
"Não devemos fazer suposições falsas de que as coisas mudaram drasticamente," afirmou Schneider ao ser questionada sobre o papel da mulher em casa ou no trabalho. "Eu acredito que ainda há muitas questões, tanto no trabalho e certamente em casa, que sugerem que existem e continuarão existindo desigualdades de sexo."

Fonte: www.ig.com.br


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sábado, 17 de dezembro de 2011

Cultura e história africanas chegam às escolas públicas

Os estudantes receberão material sobre a história africana

As escolas públicas vão receber no ano letivo de 2012 livros didáticos sobre a história e a cultura africana e afro-brasileira.  Serão distribuídas obras para alunos da educação infantil ao ensino médio. A proposta dessa iniciativa é proporcionar aos alunos a compreensão do desenvolvimento histórico dos povos africanos e de sua relação com outros povos, a partir de uma visão objetiva do continente africano.
O material tem como referência os oitos volumes da coleção História Geral da África. Editada em português graças à parceria entre a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Ministério da Educação, a obra completa foi enviada às bibliotecas públicas em 2011. As escolas receberão também dois livros síntese da obra completa da História Geral da África, com conteúdos relacionados à história, cultura, economia, política e arte.
“Temos ainda no Brasil a cultura do embranquecimento da população e a negação de toda uma cultura afro-descendente que também construiu este país”, ressalta Viviane Fernandes Faria, diretora de políticas para educação no campo e diversidade do MEC.
Segundo a diretora, ainda existe uma grande diferença de escolaridade entre as pessoas, com mais de 15 anos, entre a população negra e os não negros. A escolaridade é de 8,4 anos de estudo entre os não negros e 6,6 anos entre os negros. “Só que apesar dessa diferença, o avanço na escolaridade dos negros tem sido mais rápido em relação à dos não negros. Enquanto que de 2004 a 2009 houve crescimento de 9% em anos de estudo entre os não negros, entre os negros foi de 14,5%”, compara.
No entanto, Viviane Faria comenta que o Brasil ainda tem uma dívida social com os afro-descendentes. “Se o analfabetismo é maior entre os negros e os maiores índices de pobreza estão entre os não brancos, vamos ver claramente que a pobreza e as dificuldades salariais e de acesso à universidade têm cor no Brasil. E essa cor é negra. Então precisamos, sim, enfrentar esse racismo na escola e na sociedade”, afirma.


Fonte: Portal do MEC
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Que tipo de motivação os professores podem procurar na sua missão?

Por Içami Tiba

O Brasil precisa de Professores de Alta Performance para alçar a Educação do vergonhoso 53º lugar entre os 65 países rankeados  pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), de 2010, para o lugar que o país, pelo seu PIB, merece - por estar em 8º lugar entre todos os países do mundo, conforme o Fundo Monetário  Internacional.
Alta Performance é uma diretriz de vida que eu desenvolvi para qualificar e quantificar o desempenho pessoal ou de equipe em qualquer atividade: fazer o melhor possível; pensar o melhor possível e avaliar comparativamente os resultados. 
Fazer o melhor possível é um critério muito subjetivo, pois é natural que as pessoas de boa vontade e cumpridoras do seu dever acreditem que estejam fazendo o melhor que elas conseguem. O ser humano não sente falta do que não conhece e arca com as consequências desta ignorância. A acomodação no resultado atingido não lhe favorece dar o passo além. Ele marca passo na satisfação e deixa de progredir. Tudo vira rotina sem fim. Assim, não vê a hora de acabar com isso, aposentar-se, mudar de vida... É preciso fazer uma autoavaliação, descobrir o erro, corrigi-lo para dar um passo e buscar a Alta Performance para não cair na passividade depressiva da Baixa Performance.
Os resultados das nossas ações dependem 10% do acontecimento em si e 90% da maneira como reagimos a ele. Pensamentos depressivos, negativistas, pessimistas e de baixa autoestima influem diretamente no comportamento das pessoas. Se pensar o que não puder falar, então precisa, ativamente, melhorar o pensamento. Esta mudança é a escolha que está ao alcance de qualquer pessoa. É desta área que partem a ética, a religiosidade, a espiritualização, a empatia, a solidariedade, a compaixão, a sustentabilidade...
Mesmo que estejam excelentes nas ações e nos pensamentos, são os resultados comparativos com seus pares que fazem com que as pessoas possam ter as dimensões quantitativas e os valores qualificativos finais.
Professores que anseiam pelas férias, que aguardam a aposentadoria para fazerem depois o que quiserem, que trocariam de emprego sem pestanejar, cujo caminho de ida à escola é longo, penoso e angustiante, que gostam de tudo menos dos alunos, que dão exatamente as mesmas aulas há 3 anos, que bufam pelas ventas durante as aulas, não podem estar apresentando Alta Performance, porque, sem dúvidas, os seus alunos devem estar com estes mesmos sentimentos e sensações, resultando em sofrível aprendizado.
As causas desta falência podem ser várias mas, sem dúvida, as principais são a falta de conhecimentos atualizados da matéria, ou dificuldade de recursos materiais, ou até mesmo a falta de motivação dos alunos para aprender.
Na maioria das vezes isso ocorre porque o que era bom foi se desgastando e não foi sendo preenchido com atualizações do passo além e entraram da depressão da mesmice, do marcar passo. Talvez nem sejam o seu corpo nem sua mente que precisem de férias, mas sim a sua vida que necessite urgente de atualização, de sangue novo, de oxigênio de vida...  Todo o descanso sem foco nem buscas das correções dos erros desaparece nos primeiros dias de aula e surge a imensidão do ano que não tem mais fim...
O professor poderia fazer destas férias a virada da sua vida, da insatisfação para a excelência, buscando caminhos que alcem esta performance baixa que acaba produzindo metástases em outras áreas. O simples descansar pode aliviar, mas a tendência natural de tudo o que se abandona é piorar com o tempo, inclusive a própria qualidade de vida.

Fonte: http://educacao.uol.com.br
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A importância de se educar para as emoções

Por muito tempo, e até os dias atuais, as ideias de Alfred Binet sobre a mensuração da inteligência por um único teste padronizado de inteligência, o chamado Quociente Intelectual – QI, foram utilizadas em inúmeras seleções e avaliações psicológicas, sendo determinante para o reconhecimento e ascensão de um bom estudante ou profissional.
Com o passar do tempo e a contestação dessas ideias por outros estudiosos, como o psicólogo Howard Gardner, por exemplo, que desenvolveu a teoria das Inteligências Múltiplas, os fundamentos de Binet foram, aos poucos, sendo substituídos por conceitos mais elaborados e profundos sobre o comportamento e o desenvolvimento psicológico dos indivíduos.

Apesar de se saber da importância da intelectualidade no século presente, essa capacidade não se constitui como única determinante para o pleno desenvolvimento psicointelectual do sujeito, pois é muito relevante também que o indivíduo possa se desenvolver emocionalmente, o que Daniel Goleman chama em seu livro “Inteligência Emocional” de Quociente Emocional – QE. Goleman ressalta que a crise que a humanidade vive hoje, com aumento da criminalidade, violência e infelicidade é o reflexo de uma cultura que se preocupou apenas com o intelecto, esquecendo o lado emocional da pessoa.
Tanto o QI quanto o QE podem ser desenvolvidos e potencializados, dependendo da orientação da pessoa que pretenda desenvolvê-los. Concebe-se, portanto, que esses quocientes não têm a qualidade de serem estáticos, mas podem ser aprimorados e desenvolvidos durante a vida do indivíduo.
Ainda segundo os estudos de Goleman as pessoas só utilizarão 15% do que aprenderam na escola na sua vida prática, enquanto a inteligência emocional demanda 85% da capacidade do indivíduo na sua convivência social.
O questionamento que se faz é: Por que se dá tanta ênfase ao ensino apertado, ao cumprimento rigoroso de programas, provas, testes dentre outros, e se ignora ou desconhece-se a Inteligência Emocional? Não é proveitoso formar-se adultos, estudiosos, cientistas cultos se não sabem lidar com o outro, se são sujeitos frios, desprovidos de sensibilidade e humanismo.
A importância de se educar as emoções é notável, pois uma pessoa educada, emocionalmente, é um ser equilibrado, que sabe lidar com uma variedade de situações do cotidiano e com as pluralidades de ideias, pessoas e sentimentos. Destaca-se que educar para as emoções não significa abandonar os conteúdos do currículo escolar convencional, mas integrá-las de forma que sejam trabalhadas constantemente, destacando sempre seu caráter inter e multidisciplinar.
Como destaca o educador Paulo Freire “e escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima”. A escola não é uma mera construção de concreto e cimento, mas uma célula viva, viva como a própria educação, não consiste, portanto, numa experiência fria, mas repleta de ações, vivências e emoções.
As instituições escolares e os pais precisam atentar para o fato de que qualidade no ensino não significa horas exaustivas de estudos e notas boas, mas a capacidade do educando ser autônomo, ter autonomia para (re) elaborar conhecimentos; colaborativo, saber lidar com o outro e trabalhar em equipe; e um ser criativo, dinâmico. O memorável educador Rubem Alves destaca que muitas escolas  não passam de jacarés. Devoram as crianças em nome do rigor, do ensino apertado, da boa base, do preparo para o vestibular. É com essa propaganda que elas convencem os pais e cobram mais caro... Mas e a infância? E o dia que não se repetirá nunca mais? Infelizmente o Brasil ainda tem muito dessas escolas, “escolas jacarés”.

Fonte: http://www.ivanilson.com


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Especialistas apontam principais erros dos pais na educação financeira dos filhos

Compensar a ausência dando presentes ou dinheiro ao filho. Dar mesada muito cedo. Tentar falar de dinheiro com a criança usando termos que ela não entende.
Esses são alguns dos erros que os pais cometem em relação à educação financeira dos filhos, na análise de especialistas no assunto.
Para a educadora financeira Cássia D’Aquino, o principal equívoco é achar que a criança não precisa ser educada sobre o tema.
"É um erro atribuir a responsabilidade da educação financeira à televisão, aos amigos ou à publicidade. Quem realmente interfere e estimula os filhos, em todos os aspectos, são os pais", diz.
O consultor financeiro Gustavo Cerbasi, que acaba de lançar o livro "Pais inteligentes enriquecem seus filhos" (Editora Sextante), afirma que os pais erram, por exemplo, quando deixam de envolver as crianças nas decisões financeiras da família.
"O filho pode ser convidado a participar do planejamento do orçamento das férias, da ceia de Natal ou de um fim de semana de passeio, por exemplo", sugere.

Só dar dinheiro não é suficiente

De nada adianta os pais se disporem a tratar do assunto com os filhos, no entanto, se usarem uma linguagem ou exemplos que não fazem parte da realidade das crianças.
O especialista em educação financeira Álvaro Modernell, autor de oito livros voltados para crianças, diz que um dos maiores erros dos pais é falar com elas de assuntos que fazem parte do universo adulto, como o custo da energia ou a aposentadoria.
Para Modernell, o mais adequado é fazer a abordagem em momentos relacionados a assuntos de interesse da criança.
"Se ela quer comprar uma bola, por exemplo, o pai pode ir com ela até duas ou três lojas para mostrar a importância da pesquisa de preços."
Outro erro comum, afirma Modernell, é achar que dar uma mesada já é suficiente. "Além de dar dinheiro, é importante que os pais deem orientação com relação ao planejamento e à poupança."
Dar dinheiro à criança sem data certa e valor definido também pode ter um efeito inócuo na educação financeira, afirma Cássia D’Aquino.
"A função da mesada é permitir que a criança possa começar a organizar seu dinheiro. Sem uma frequência, ela não tem como se planejar."

Mesada, só a partir dos 11 anos

Segundo Cássia, a mesada não deve ser dada à criança antes de ela completar 11 anos, porque é só a partir daí que ela tem a noção exata da duração do mês.
"Antes dos 11 anos, o ideal é dar uma semanada. Assim, se ela gastar todo o dinheiro e 'falir' no meio da semana, por exemplo, não precisará esperar tanto tempo para se recuperar", ensina.
Os especialistas também reprovam os pais que, na ânsia de dar aos filhos o que não tiveram, tentam satisfazer os desejos das crianças comprando presentes ou dando dinheiro de forma não planejada.
"Dessa forma, criamos a ilusão de que podemos compensar nossa ausência com a compra de bem-estar para os filhos", diz Gustavo Cerbasi.
Fonte:  http://www.uol.com.br
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