sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

30 dicas para ajudar seu filho a lidar com o Bullying


Saiba o que fazer para ajudar o seu filho a superar situações de Bullying na escola


Fala-se muito hoje em Bullying. A palavra, originária da língua inglesa, é empregada boa parte das vezes de modo errado, espécie de caldeirão onde se joga tudo de ruim que pode acontecer em sala de aula. Há crianças que sofrem, no dia a dia escolar, situações que lhes causam mal, mas que não podem ser chamadas de Bullying. Há quem veja apenas como ‘brincadeira’ o que é percebido, no outro, como agressão e razão de infortúnio. Há crianças, vítimas de Bullying, que também são entendidas como as responsáveis por esse tipo de situação - nem sempre o agressor é quem dá início a esse tipo de violência, algo que os pais não conseguem admitir, particularmente, os da criança ‘agredida’. Nove fora, a falta de informação sobre o tema é enorme, tornando o Bullying uma violência que atinge a todos, os pais incluídos. 


"O Bullying acontece, quando existe um movimento real contra uma determinada criança", esclarece a psicóloga e psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício, diretora do Colégio Graphein, em São Paulo. "É uma campanha, uma perseguição contra um alvo muito bem definido." Com mais de 38 anos de experiência no trato com alunos das mais variadas personalidades e histórias familiares, Nivea já viu de tudo um pouco. Tem, portanto, expertise de sobra para colocar os pingos nos iis em relação a um tema tão atual e afeito a provocar dúvidas. Em sua opinião, são nas escolas maiores, onde as relações ocorrem de modo impessoal e a capacidade de controle é menor em face do número de alunos, que as possibilidades de acontecer Bullying crescem e causam apreensão. "Nessas escolas, existem hoje três grupos de alunos, os nerds, os populares e os bobos - já ouvi muita criança dizer que não pode ser nerd ou "CDF", caso contrário, não será querida da classe", Nivea descreve. "Os bobos? Não se misturam com o resto dos alunos". 



Começa, então, a funcionar uma divisão social dentro de uma grande escola típica do universo paulistano, por exemplo. O Bullying? Ele acontece, quando um desses grupos implica com um determinado aluno, a ‘crítica’ se propaga ferozmente pelas redes sociais e o caos se instala. Em especial, em casa. Porque os pais pouco ou nada conseguem fazer para ajudar os filhos, sejam eles os agredidos ou agressores, a sobreviverem ao contato com o Bullying - na opinião de Eric Debarbieux, diretor do Observatório Internacional das Violências nas Escolas, "uma das violências mais graves que o ser humano pode sofrer." 



Apesar da gravidade do problema, Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, faz questão de alertar que o Bullying é muito sensível à intervenção das autoridades - no caso da escola, dos professores, supervisores e mesmo diretores. "Mas é preciso que a comunidade escolar se envolva como um todo para combater essa violência de modo a reduzir efetivamente o número e a gravidade dos casos", adianta. 



Ou ainda: a situação é grave, mas há solução à vista. Faz parte dela a adoção de atitudes no ambiente escolar, caso do respeito e da generosidade, entre outras. "São palavras aparentemente vagas, mas bastante sérias... a criança hoje fica brava por muito pouco!", aponta Nivea. E isso não pode continuar assim, certo? "É desde pequeno que se aprende ser possível vencer, ao lado do outro, os obstáculos que a vida impõe", lembra Gisela Sartori Franco, psicóloga e especialista em Convivência Cooperativa. "A gentileza, o consenso e o diálogo, infelizmente, não são hoje ‘treinados’ em sala de aula, daí a necessidade dos pais estarem atentos à rotina escolar e exigirem, nas reuniões com professores, mudanças no currículo escolar." 



Eis uma sugestão de como os pais devem se comportar para ajudar seus filhos a sobreviverem - com saúde! - ao contato com o Bullying. Com a ajuda das especialistas Nivea Maria de Carvalho Fabrício, Birgit Möbus e Gisela Sartori Franco, destacamos outras de igual importância a seguir. 



1.O envolvimento dos pais no dia a dia escolar é importante - eles precisam mais do que nunca entender a necessidade da educação e, em conseqüência, jamais se afastar da rotina dos filhos em sala de aula 



2. Pais precisam ser ajudados a serem pais. Porque a sociedade anda permissiva demais e eles se sentem perdidos ante essa realidade 



3. Não tire seu filho de imediato da escola onde sofreu Bullying: primeiro, é importante trabalhar com os professores e a direção dessa escola de modo a resolver o problema. Porque será muito importante para ele vencer o Bullying no ambiente onde foi vítima

4. Se não der certo - e é preciso atenção para a evolução do problema, não deixar passar o tempo em demasia... -, recomenda-se a transferência, se possível, para uma escola preparada para dar suporte a essa criança



5. Vale a pena insistir aqui no ponto ‘nevrálgico’: nem sempre o agressor é quem deu início ao Bullying, mas sim quem se faz de vítima. Ou ainda: tudo pode se resumir a uma forma (desesperada) de chamar a atenção de quem se sente excluído, marginalizado, pelos colegas de classe 



6. Porque a violência existe e assusta, mas o Bullying não acontece por acaso. Aliás, por ser um assunto de sala de aula, ele precisa ser tratado com ela por inteiro. Em outras palavras: os pais não devem se preocupar em proteger apenas o próprio filho, seja ele o agredido ou o agressor ou apenas testemunha desse tipo de violência 



7. Na reunião de pais e professores, esse assunto deve ser tratado de modo a que todos participem - e não isoladamente, atingindo apenas os envolvidos com o caso de Bullying


8. Pais devem exigir imediatamente da escola uma estratégia de trabalho que envolva o agressor, o agredido e o grupo por inteiro 


9. Em casa, pai e mãe precisam conversar diariamente com o filho sobre as aulas, mesmo que ele tenha uma reação negativa, do tipo "ah! que conversa chata!" etc. Claro, existe a medida adequada e ela varia de criança para criança. Mas o importante, neste caso, é criar o hábito da conversa entre pais e filhos 



10. Essa conversa pode se tornar um ritual a ser integrado na refeição do domingo, por exemplo. Um momento de aproveitar a reunião familiar para que cada um fale de si mesmo. 



11. Porque não dá para usar o pretexto de trabalhar muito e permanecer fora de casa o tempo inteiro - e assim não ajudar o filho em um momento tão difícil da vida dele! 



12. Às vezes, basta dizer para o seu filho, "você gostaria que alguém falasse dessa forma com você? Pois, eu não gosto, fico triste..." É importante se colocar no lugar do outro, sentir na pele que a ‘brincadeira’ feita não tem a menor graça... Brincadeira só vale quando todos se divertem - e nunca quando acontece à custa de outro. Isso é fundamental e os pais devem trabalhar essa questão, conversando com seus filhos desde a infância 



13. Sem essa troca de informações entre pais e filhos, uma situação de Bullying pode já estar ameaçando o cotidiano escolar - e nenhum adulto se deu conta dos sintomas dessa violência no comportamento da criança e/ou do jovem. Que se mostra mais irritadiço e angustiado, inventando desculpas para não ir à escola etc.



14. É na conversa com o filho que os pais vão perceber o porquê da agressividade e da insatisfação, orientando a buscar outras formas de se expressar. Se os pais não souberem fazê-lo, não há razão de constrangimento - ao contrário, devem pedir ajuda a quem foi treinado para isso, na escola 



15. Se os pais perceberem que o filho está de fato sofrendo algum tipo de ‘pressão psicológica’ no ambiente escolar, precisam informar professores e direção da escola para que a questão seja tratada de modo cuidadoso o quanto antes! 



16. Muitas vezes a escola não sabe que está ocorrendo uma situação de Bullying até porque ela acontece fora da sala de aula e, portanto, longe do olhar do professor. Mesmo sem provas, é importante intervir. Atenção: a escola é a autoridade na relação entre alunos - e não os pais! 



17. O Bullying é muito sensível à intervenção das ‘autoridades’, ou seja, dos professores, supervisores e até mesmo diretores. Em especial, quando desperta o envolvimento da comunidade escolar como um todo no combate a essa violência 



18. O Bullying é resultado de uma relação interpessoal em desequilíbrio. Há, portanto, de se cuidar dos dois lados envolvidos - existe um problema de autoestima a ser trabalhado, tanto em relação ao agressor quanto ao agredido 




19. Cada escola tem a sua maneira de agir, mas o que se espera é que ela seja parceira dos pais do aluno que é vítima de Bullying - e também daquele que é entendido como agressor. O ideal: aproximar as duas famílias de modo a envolvê-las na solução do problema. Porque todas elas são perdedoras em uma situação de Bullying 



20. Pais e professores precisam se unir para ensinar às crianças e aos jovens a serem assertivos - ou seja, saberem se expressar de modo positivo quando algo os incomoda, fazendo o outro entender que há limites que não podem ser ultrapassados 



21. O respeito às diferenças precisa ser exercitado diariamente no ambiente escolar. Os pais devem exigir que os professores de seus filhos trabalhem nessa direção em sala de aula de modo a que uma situação de Bullying não volte a acontecer entre os alunos. Que não precisam ser amigos, mas sim precisam se respeitar um ao outro 



22. É recomendado que se faça uma dinâmica de grupo com os alunos da classe onde ocorreu um caso de Bullying, conversar individualmente sobre o problema, verificar em que estágio a campanha de Bullying se encontra disseminada na rede social e, se necessário, coibir o uso da rede por um tempo determinado 



23. Com ou sem Bullying, os pais precisam ter controle sobre o uso da internet por seus filhos, eles não podem ter liberdade total no exercício dessa atividade - os pais devem ter acesso às redes sociais do filho como espectadores, jamais devem participar! 



24. Pais não são amigos dos filhos, mas sim pais. E, nesse papel, precisam orientar. Não podem confundir o papel, até porque a criança precisa ter no pai e na mãe uma figura de autoridade, pessoas que inspiram confiança e representam um porto firme para ela 



25. Pais não devem vitimizar seus filhos, muito menos tratá-los como se fossem reis ou rainhas. Quem pensa só em defender, se esquece que ninguém é santo, muito menos o próprio filho 



26. Tentar despertar coragem no filho com a frase "não leve desaforo para casa!", impondo respeito na base da agressão, é o pior que se pode fazer a uma criança indefesa. Não é com esse ‘troco’ que se constrói um ambiente de solidariedade entre os colegas 



27. Quando os pais percebem que seus filhos são autores de Bullying ou mesmo testemunhas desse problema no ambiente escolar, devem conversar abertamente com eles a respeito e, ao mesmo tempo, pedir ajudar à escola. Porque quem é autor ou testemunha desse tipo de violência também está sofrendo e precisa ser cuidado! 



28. Os pais se consideram responsáveis pelas vidas dos seus filhos, quando são, na verdade, responsáveis até a página 50 - daí pra frente ou mesmo antes disso, os filhos vão fazer o que lhes dão na veneta... O sucesso não depende mais dos pais, mas sim deles próprios 



29. Cabe aos pais darem o maior número de instrumentos necessários para os filhos terem sucesso. Entretanto, como eles vão usá-los, bem, isso já não é mais responsabilidade paterna. E o problema está aí: os pais se sentem culpados de verem os filhos fazerem tudo errado e, com a pressão da culpa, não conseguem mais ajudar 



30. Atenção: o Bullying pode acontecer não apenas no ambiente escolar, mas também no bairro. É quando o seu filho pode não ser aceito pela turma por se recusar a beber ou fumar. Seja qual for a situação lembrem-se: uma das estratégias fundamentais na luta contra essa forma de violência é a aliança entre pais e escola. Sempre.



Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O piso salarial é o primeiro passo

Ainda que o salário-base tenha reduzido desigualdades, a valorização da docência exige também a melhoria das condições de trabalho e a formação


A informação de que o piso salarial dos professores para 2011 foi fixado em 1.187 reais para uma jornada de 40 horas é dessas notícias do tipo copo meio cheio, meio vazio. Meio cheio porque o índice de reajuste, de 15,9%, foi bem superior à inflação do ano passado (5,9%). E porque até 2008 o Brasil não possuía nenhuma lei nacional que regulamentasse um vencimento mínimo aos docentes. Meio vazio porque... bem, convenhamos, ainda não se trata de um vencimento compatível com a responsabilidade da tarefa de ensinar. Aliás, nem com a média do mercado, já que outras profissões que exigem formação semelhante pagam muito mais (veja o quadro na página seguinte). E porque, num contexto em que as condições de trabalho são precárias, e a formação, deficiente, não parece realista acreditar que aumentos salariais levarão, sozinhos, à recuperação do prestígio e da atratividade da carreira docente. 



Para começo de conversa, é preciso esclarecer que nunca existiu um passado idílico em que os educadores eram respeitados, lecionavam em escolas de excelente infraestrutura e ganhavam bem. Se a valorização social foi, pelo menos até a década de 1960, uma realidade, o mesmo não se pode dizer acerca dos bons salários. O Brasil já nasceu pagando mal seus mestres. A primeira Lei Geral do Ensino, decretada por dom Pedro I em 1827, estabelecia que eles deveriam receber pelo menos 25 mil-réis mensais - um terço do que ganhava um feitor de escravos e, em valores de hoje, algo em torno de 930 reais. 

No século seguinte, a situação melhorou e o salário médio se aproximou dos 2 mil reais (valores corrigidos) na década de 1950, não muito distante do que ganha, hoje, um educador com Ensino Superior (média de 1.788 reais, em 2009). Entretanto, a universalização do ensino, ocorrida entre os anos de 1970 e 2000, exigiu a contratação de uma massa de profissionais sem a formação adequada, que iniciou na função recebendo bem menos do que os graduados (o salário de um docente com Ensino Médio estava em torno de 1.162 reais em 2009). Isso derrubou a média salarial da categoria. O que já não era grande coisa ficou ainda pior porque os investimentos governamentais não cresceram na mesma proporção do número de alunos que passou a frequentar a escola, deteriorando o ambiente de ensino e afugentando, de vez, os profissionais mais bem qualificados para a docência.

 Garantir o cumprimento da lei é um compromisso pendente

ATRÁS DOS OUTROS Salários médios dos professores são inferiores aos de outras profissões de mesmo nível de formação (considerando uma jornada de 40 horas semanais) Fonte: PNAD/IBGE  Clique para ampliar

Restam poucas dúvidas de que a instituição do piso foi uma medida positiva. À época de seu lançamento, o Ministério da Educação (MEC) estimava que cerca de 800 mil professores (40% da categoria) recebiam menos que o valor-base. Agora, entidades ligadas à Educação argumentam que é preciso acelerar o ritmo rumo a um salário digno. Estão certas, mas, antes disso, é preciso assegurar que a própria Lei 11.738, que criou o piso salarial, seja respeitada - até o fechamento desta edição, o julgamento de sua constitucionalidade, questionada pelos estados do Ceará, do Mato Grosso do Sul, do Paraná e de Santa Catarina, estava pendente no Superior Tribunal Federal (STF). No que diz respeito ao salário, a principal polêmica é determinar se o valor estabelecido deve ser entendido como vencimento básico (o que exclui gratificações, por exemplo) ou como remuneração mínima (o que incluiria os extras). Se retirados do piso os "penduricalhos" - como parece ser o desejo da maioria dos professores -, só sete unidades da federação permaneceriam dentro da lei, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE): Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. 



Também não se pode perder de vista que, se a intenção é que a Educação brasileira atinja patamares decentes e a valorização do Magistério se concretize, a remuneração é apenas um dos nós a ser desatado. A recuperação salarial não pode vir desacompanhada da melhoria na formação (o conhecimento didático é a matéria-prima do trabalho docente), da rediscussão das jornadas de trabalho (com períodos dedicados ao planejamento e à avaliação nas escolas) e do investimento na infraestrutura escolar (para que se ofereçam boas condições para lecionar). Sem isso, não haverá dinheiro capaz de atrair os melhores candidatos para as Licenciaturas e a Pedagogia.


 Fonte: http://revistaescola.abril.com.br

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O uso de recursos da informática nas aulas de Língua Portuguesa

Ferramentas digitais ajudam na edição e revisão de textos


O texto - aquela composição escrita ou falada, que nasceu juntamente com a invenção da linguagem - segue sendo o mesmo. Nossa relação com ele, não. Em suas pesquisas, o historiador da leitura Roger Chartier afirma que o suporte material (papel, áudio, vídeo ou formato digital) exerce influência na relação que estabelecemos com o texto. Nesse sentido, blogs, fotologs e podcasts são novos gêneros, com características próprias. É possível, por exemplo, relacionar links para que o leitor tenha a liberdade de seguir diferentes caminhos - é o chamado hipertexto. Cada vez mais, a turma vai precisar conhecer esses aspectos. A boa notícia é que trabalhos recentes como o do professor Jorge Luiz Marques de Moraes, um dos ganhadores do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10 em 2008 (leia a reportagem na página 64), mostram que dá, sim, para conjugar o aprendizado de novos gêneros (no caso dele, o podcast) com conteúdos tradicionais (a comunicação oral). 



Além de gerar novas demandas, as ferramentas digitais modificam procedimentos consagrados na disciplina. O exemplo mais significativo diz respeito à edição e revisão de textos. Em processadores como o Word, a verificação ortográfica é muito facilitada. "O professor pode deixar o corretor ortográfico ligado para que os estudantes tentem resolver, com autonomia, alguns dos erros - o que não o isenta de seguir ensinando ortografia", aponta Cláudio Bazzoni, assessor da prefeitura de São Paulo e selecionador do Prêmio. Em termos de organização textual, a vantagem é poder mudar de lugar, ampliar, cortar e eliminar frases e parágrafos, experimentando novas soluções para a composição sem precisar escrever tudo de novo a cada nova versão. 


A informática também pode ajudar no trabalho com gêneros textuais. Na Escola da Vila, na capital paulista, a professora Andressa Mille Fernandes propôs à turma do 4º ano a construção de um informativo sobre o ciclo da água, um conteúdo que já havia sido tratado nas aulas de Ciências. Depois de planejar o texto, decidir o destinatário, selecionar as informações e escrever, as crianças foram para o computador fazer títulos e quadros e escolher fontes e cores. Assim, tanto a forma como o conteúdo da produção se aproximaram ainda mais dos exemplos de jornais, aprofundando a caracterização do gênero estudado.

Língua Portuguesa

Tecnologias 

- Ferramentas de publicação 
- Processadores de texto 
- Sites de áudio e vídeo 


Conteúdos 

- Comunicação oral 
- Produção de textos 
- Análise e reflexão sobre a língua 

Oportunidades de ensino 
- Criar blogs 
- Produzir podcasts 
- Realizar e publicar vídeos 
- Revisar e editar textos no computador


Fonte: http://revistaescola.abril.com.br

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Educação: mitos e verdades da sala de aula

A educação no Brasil é um tema que divide opiniões, sejam elas abalizadas ou fruto do senso comum. Professores, alunos, pesquisadores e todos aqueles que se propõem a discutir o tema têm suas ideias, teorias e críticas específicas, algumas mais plausíveis, outras nem tanto. O que se nota, entretanto, é que por mais heterogêneos que sejam, estes pontos de vista acabam quase sempre levando a uma conclusão comum: a de que a qualidade do ensino público praticado no país ainda está aquém da expectativas da sociedade.



Uma rápida visita às escolas é suficiente para constatar a insatisfação tanto dos professores quanto dos alunos. Reclamando da desvalorização, os primeiros dizem que são os únicos responsabilizados pela má qualidade da educação. "Professor não é milagreiro. Ele trabalha com o que tem, faz o melhor com aquilo que lhe é oferecido, porém, isso não é o suficiente", diz a professora de química Karen Avelar. Em sua opinião, a situação não vai mudar enquanto a educação não seja encarada como prioridade para os governos.


Já a estudante Ketlyn Ohana de Sousa revela que se sente desestimulada a prestar atenção nas aulas por conta da maneira com a qual os conteúdos são abordados pela maioria dos professores. "Geralmente eles dão aquela aula chata em que a gente escuta, copia e pronto. É muito cansativo", diz. Para Fernanda Santos da Silva, o problema é não entender a necessidade de se aprender aquilo que é passado em sala de aula. "Tem coisa ali que a gente nem sabe se vai precisar um dia na vida", afirma.


Para melhorar a educação pública, basta aumentar o salário do professor


A secretária adjunta da SEEC, Adriana Diniz, também é favorável ao aumento das verbas para educação. Apesar de acreditar que 10% dos recursos do PIB trariam muitos benefícios ao setor, ela também concorda com a proposta prevista na nova versão do Plano Nacional de Educação, que prevê a destinação 7% do PIB para o setor. "Sou da opinião de que quanto mais investimentos para educação, melhor. Contudo, tenho de reconhecer que, ainda que abaixo das expectativas, 7% do PIB é um valor bastante interessante, já que é consideravelmente superior ao valor aplicado hoje, que está entre 4 e 5%". Para a professora Márcia Gurgel, para resultar em benefícios práticos, o aumento do investimento teria que ser direcionado a vários fatores que compõem a educação, entre eles o pedagógico, o didático, o da formação de professores, o da melhoria dos salários e das condições da escola. 

A destinação de mais verbas para a educação é o fator determinante para a melhoria do ensino público no país. Essa é a opinião compartilhada pela pesquisadora do IDE, Cláudia Santa Rosa, pela diretora do Centro de Educação da UFRN, Márcia Gurgel, e pela secretária adjunta da SEEC, Adriana Diniz. Crentes de que mais investimentos possibilitarão o desenvolvimento da rede pública, as três pesquisadoras apoiam a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país na área educação."O financiamento deve ser incrementado porque sem recurso nós não teremos como equipar os centros de ensino e promover a valorização dos professores. Isso resultaria em uma melhor qualidade do ensino", afirma Cláudia.

O aumento de investimentos na contribui para melhoria do aprendizado dos alunos

Verdade 4

Na avaliação da pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), Cláudia Santa Rosa, família e escola devem dividir igualmente as responsabilidades com a educação da criança, para que nenhum seja sobrecarregado. "Nem os pais devem deixar todo o repasse de valores para escola e nem a escola deve transferir para a família a questão do ensino de conteúdos curriculares. O que deve ocorrer é uma parceria entre estes entes", disse.

De acordo com ela, é preciso abandonar essa concepção de que é a família a única responsável pelo repasse de valores morais. "A escola pode e deve incentivar nos alunos comportamentos respeitosos de condutas. Por ser um ambiente que promove a socialização, o estabelecimento de ensino tem toda a capacidade de embutir nos alunos os conceitos de disciplina, cooperação, respeito e diversidade", afirmou, acrescentando que, é através deste trabalho que o colégio garantirá a formação de cidadãos conscientes e com habilidade para viver em sociedade.

 Os valores provenientes da família e o conhecimento proporcionado pelas escolas são fatores complementares que contribuem para uma boa formação educacional, pessoal e intelectual, por isso a união destas duas instituições é fundamental o desenvolvimento da criança e do adolescente. Essa é a opinião da diretora do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), professora Márcia Gurgel, que defende o fortalecimento do laço entre família e escola.

Parceria entre família e escola é importante para o desenvolvimento do estudante

Verdade 3

Como agente propagador do conhecimento, o professor tem um papel determinante para a mudança desta realidade. O educador, contudo, não deve ser o único responsável. "É claro que profissionais criativos e comprometidos têm mais condições de criar aulas interessantes. O que é importante lembrar, entretanto, é que este educador também precisa ter o estímulo para se dedicar, planejar, e, ganhando salários abaixo do esperado e sem condições de trabalho fica difícil fazer isso", diz. 

Tomando por base as questões referentes aos encaminhamentos didáticos - pedagógicos, pode-se concluir que um bom número das instituições de ensino não acompanhou o desenvolvimento vivido pelo mundo nos últimos anos, e ainda permanecem estagnadas, isoladas. "Quando o ambiente de ensino permanece desconectado da realidade, desperta pouco interesse do aluno, que prefere buscar conhecimento e informação em fontes mais dinâmicas", revela Cláudia Santa Rosa. Segundo ela, o formato de ensino visto em sala de aula atualmente, de muito discurso e pouca aplicabilidade do conteúdo, pode se provar extremamente maçante para o estudante.

O RN, assim como o Brasil, ainda apresenta altos índices de evasão escolar - 20% e 13% são as médias de abandono no ensino médio do Estado e do país, respectivamente, de acordo com o Censo Escolar de 2010. Entre as várias razões que contribuem para essa realidade, condições socioeconômicas, culturais e a falta de interesse do aluno pelo conteúdo repassado nas escolas são apontadas como as causa mais preocupantes.

O atual programa pedagógico da escola não interessa ao aluno

Verdade 2 

Na avaliação da professora, para mudar esse quadro é necessário que se invista no processo de universalização da educação de base, assim como foi feito no caso ensino fundamental, anos atrás. "É muito recente a lei que torna obrigatória o ingresso das crianças em idade de educação infantil nas escolas. Por isso, o governo precisa se empenhar mais para divulgar essa norma e garantir o ensino a essa parcela da população", afirmou.

O que ocorre depois, explica Cláudia, é que o aluno pode correr o risco de levar aquela dificuldade pelo resto da vida e não poder concorrer de igual para igual com os outros estudantes, necessitando sempre de cotas sociais ou raciais para garantir seu ingresso nas instituições de ensino superior.

De acordo com ela, as perdas que este aluno tiver durante o processo podem refletir em seu futuro. "Alguém que não teve uma boa base de alfabetização, por exemplo, pode não conseguir desenvolver essa capacidade nas séries futuras, onde os professores geralmente dão menos atenção a este tema".

Os anos iniciais são de suma importância para o restante da vida educacional dos alunos. A afirmação é da pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), Cláudia Santa Rosa, que defende maiores investimentos para o setor da educação básica no país e no Estado. " A educação é um processo que começa desde os primeiros anos escolares, lá no ensino infantil, portanto, a qualidade desta formação inicial é essencial para o êxito da trajetória escolar dos estudantes", afirma a professora.

Uma boa formação de base é determinante para o desenvolvimento educacional 

Verdade 1

Apesar de acreditar na possibilidade de um bom aprendizado em turmas grandes, ela não descarta a necessidade de que o educador dedique um período para atendimento individual dos alunos. "Esses momentos são necessários para que o professor possa acompanhar o desenvolvimento de cada aluno, visto que o processo de aprendizagem é subjetivo".

Segundo ela, é possível, sim, garantir um aprendizado de qualidade em uma turma considerada grande. "É tudo uma questão de metodologia. Vai caber ao professor conhecer a turma, avaliar e adaptar seu método de ensino a este grupo composto por muitos alunos. Não é uma tarefa fácil mas também não é uma medida  impossível, tanto é que muitos professores o fazem de forma satisfatória", diz ela, explicando que, nestes ambientes, o profissional pode aproveitar para trabalhar junto aos estudantes noções de disciplina, respeito e cooperação.

Para a maioria dos professores, seja da rede pública ou particular, o alto número de alunos dentro das salas de aula representa um impeditivo a um processo de aprendizagem de qualidade. Segundo eles, é mais difícil obter resultados positivos em salas com mais de 30, 40 estudantes, do que em um ambiente com grupo reduzido, onde seria possível uma maior interação com o aluno. Na opinião da diretora do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, professora Márcia Gurgel, contudo, a relação entre quantidade de alunos e qualidade de ensino não precisa ser inversamente proporcional.

É impossível proporcionar um bom aprendizado a um grande grupo de alunos

"Os estudantes de escolas particulares geralmente têm condições socioeconômicas que permitem que ele tenha acesso a outros tipos de aprendizado, como um curso de idioma, a prática de esportes, livros e até mesmo viagens. Fatores que certamente engrandecem o seu processo educacional. Já as maiorias dos alunos da rede pública, que muitas vezes não têm as mesmas oportunidades, só têm a escola como ambiente de aprendizado. A escola pública, sozinha, acaba sendo responsável por todo o aprendizado do estudante e consegue fazer com que aquele jovem se desenvolva. Desta forma, para mim, ela é excelente", diz a professora, lembrando que, em muitos casos, os professores das escolas particulares são os mesmos da pública. Por causa disso, Márcia afirma que a rede pública merece mais atenção do poder público para poder cumprir o seu papel social de democratizar o saber.

Muito embora os indicadores criados pelo MEC demonstrem certa superioridade das escolas particulares em relação às públicas, a diretora do Centro de Educação da UFRN defende que as últimas conseguem obter mais destaque já que são, sozinhas, responsáveis pelo desenvolvimento educacional do aluno.

 Apesar de reducionista, a ideia de que as escolas particulares são superiores às públicas ainda é propagada por grande parte da sociedade. Esse juízo simplista, que contribui para estigmatizar as unidades públicas, está equivocado segundo a professora Márcia Gurgel. "Existem escolas públicas boas e ruins, assim como existem entidades particulares boas e ruins. Generalizar é um grande erro", aponta.

Escolas particulares são melhores que as escolas públicas

Mito 3

A professora Márcia Gurgel também compartilha da mesma opinião. Segundo ela, a educação deu um salto considerável no sentido de universalização do ensino, mas ainda tem de melhorar em outros aspectos. "Conseguimos garantir o acesso, mas precisamos trabalhar agora na permanência destes alunos dentro do ambiente escolar. Esse é o grande desafio da nossa época", afirmou.

A pesquisadora do IDE admite, contudo, a possibilidade de o ensino ter sido superior durante aquela "época dourada". Mas, de acordo com ela, isso também era reflexo do diminuto sistema educacional do país. "Naquela época o número de escolas era infinitamente inferior, portanto, os investimentos eram suficientes para cobrir todas as necessidades. Hoje ocorre o oposto, faltam verbas para equipar todas as escolas", comenta.

"Naquela época uma parcela mínima da população tinha acesso ao ensino, a taxa de analfabetismo era gigantesca e a maioria dos freqüentadores das escolas públicas era da elite. Comparado aos dias de hoje, onde 97% da população tem a oportunidade de garantir uma vaga na rede pública, esse passado não deveria servir como modelo de sucesso", destacou ela.

Não é raro ouvir alguém dizer que no passado a educação pública no Brasil era melhor do que na atualidade. A informação, no entanto, não é de todo confiável, explica a pesquisadora do IDE, Cláudia Santa Rosa. De acordo com ela, os tempos "áureos" nos quais governadores e grandes intelectuais se formavam em escolas públicas não representam o melhor momento do sistema educacional brasileiro.

A educação de antigamente era melhor do que a dos dias de hoje

Mito 2

Para a pesquisadora do IDE, Cláudia Santa Rosa, a idéia de aumentar a remuneração do magistério poderia contribuir para que a profissão voltasse a ser disputada pelos "mais talentosos" e isso, somado ao aumento de investimentos nas escolas, teria um reflexo positivo na qualidade do ensino. "A docência tem de atrair os melhores profissionais do mercado, no entanto, o setor oferece apenas baixas perspectivas salariais e de carreira. Não é à toa que os professores tem de se desdobrar em mil escolas para garantir uma remuneração razoável, coisa que certamente prejudica o seu desempenho".

"Nem todos os profissionais do magistério são movidos a dinheiro. É claro que a melhoria do quesito financeiro ajudaria, mas só isso não é o bastante. Há de se investir também na valorização do profissional, proporcionando condições para que eles se sintam motivados a dar o melhor de si para mudar o quadro geral da educação do país", afirma a diretora do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), professora Márcia Gurgel.

O salário dos professores da rede pública é, atualmente, o tema mais polêmico na área da educação no Brasil. Considerado defasado em relação ao de outras categorias, ele é apontado por muitos como a razão da falta de qualidade do ensino da rede pública. Na opinião de especialistas, entretanto, essa é uma interpretação errada. Segundo eles, apenas o aumento da remuneração dos professores não seria capaz de garantir a melhoria de educação pública.

Mito 1

A opinião das jovens revela a precariedade do sistema educacional da rede público. Para entender os fatores que fazem com que educação não tenha alcançado o patamar desejado, a TRIBUNA DO NORTE procurou especialistas que descreveram os principais mitos e verdades do tema. Confira abaixo as opiniões da pesquisadora do IDE, Cláudia Santa Rosa, da diretora do Centro de Educação da UFRN, Márcia Gurgel e da secretária adjunta da SEEC, Adriana Diniz, sobre alguns dos pontos mais polêmicos como a remuneração dos professores, a relação da família e da escola e o desgaste do modelo pedagógico.

Fonte: http://www.ivanilson.com/
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Conheça dois pontos de vista sobre medicalização da educação

O Portal Aprendiz publica dois artigos sobre o tema medicalização da educação, com diferentes pontos de vista. O debate foi gerado a partir da publicação da matéria “Estudantes ou pacientes”, em 10 de outubro deste ano.
“Carta a uma mãe” é assinado pela professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, Maria Aparecida Affonso Moysés e “Transtornos de aprendizagem precisam de políticas adequadas” é de autoria do Conselho Federal de Fonoaudiologia.
CARTA A UMA MÃE


Não nego que há jovens com dificuldades de aprender ou agir segundo padrões sociais. Não te acuso de se desresponsabilizar por seu filho. Sei que quer o melhor.
Questionar doenças que só afetem aprendizagem e comportamento não é negar que há pessoas com dificuldades. Comprovar a doença exige um rigor científico ausente em estudos sobre dislexia e TDAH. Inventar testes para provar a doença é outra coisa. Melhorar com pílula não prova que estava doente.
Daí a crítica de muitos pesquisadores. Estranho: em vez do debate científico tentam desqualificar e agredir quem questiona.
Por que seu filho precisa ser doente para aprender? Não é esquisito uma doença que só atinge linguagem escrita ser diagnosticada por linguagem escrita? Aprender de outro modo é doença? Se o tratamento é pedagógico, por que é doença? Desculpe a intimidade: além do acesso a ensino, qual o benefício pra ele?
Sei de sua luta pra ele aprender! Vamos lutar pelo direito de todos, sem laudos.
Como soube que seu filho tem TDAH? 18 perguntas vagas. Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele (quem fala o que?); evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em tarefas que exigem esforço mental prolongado (o que é isso?); distrai-se com estímulos externos (quais?). Padrões sociais viram neurológicos: Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que espera que fique sentado.
50% dos disléxicos têm TDAH e tomam a droga que foca; ela provoca arritmia, parada cardíaca, drogadição… Leu a bula?
A maioria só não cabe em padrões que te convenceram serem biológicos. É cruel acabar com questionamentos e devaneios. Talvez seu filho sofra por isso.
Há poucos jovens com sérias dificuldades. Para ajudá-los, é preciso pesquisar causas e soluções, ainda desconhecidas; aprisionar em siglas não resolve o problema. Talvez seu filho sofra por isso.
Você já se perguntou se é refém de diagnósticos equivocados e terapias que não tratam?

Se quiser conversar, conte comigo.
Um abraço, Cida


TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM PRECISAM DE POLÍTICAS ADEQUADAS
Condições sócio-econômicas, familiares e de ensino dificultam a escolarização, mas não devem ser confundidas com os transtornos de aprendizagem.
O Ministério da Educação do Brasil (MEC) considera como Transtornos Funcionais Específicos quadros como a Dislexia, Discalculia e o Déficit de Atenção e Hiperatividade, também reconhecidos em sistemas de referência mundial: Classificação Internacional de Doenças (CID.10) e Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM-IV).
As Diretrizes Curriculares para o curso de Fonoaudiologia prevêem a preparação do fonoaudiólogo para participar de equipes de diagnóstico e acompanhamento desses transtornos, sendo papel do CFFa zelar pela ética na atuação profissional.
Há legislação específica para pessoas com tais transtornos em mais de 170 países, com os mais variados sistemas políticos e educacionais. Países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, China e Finlândia possuem políticas que garantem apoio a estes alunos.
Se estes transtornos fossem tão somente decorrentes da qualidade da educação, ou do meio sociocultural, como poderiam ser reconhecidos por nações tão diferentes?
O CFFa, ao exigir diretrizes educacionais que atendam alunos com transtornos funcionais, reconhece a vulnerabilidade que atinge esse grupo de alto risco para o fracasso e o abandono escolar.
Defende, assim, a promoção e a integração social tendo em vista a tolerância, a igualdade e a justiça social. Neste sentido, recomendamos a leitura da obra “Aprendizagem Infantil: uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva” (Academia Brasileira de Ciências).
Embora seja uma pequena porcentagem, enquanto houver alunos, neste país, impedidos de aprender por não serem atendidos em suas demandas específicas de aprendizagem, estaremos em falta profunda com a construção de uma sociedade digna e inclusiva.
Fonte: http://portal.aprendiz.uol.com.br
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